A página de EMRC do Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho(Seia) desde 10 de janeiro de 2013
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
EM TEMPO DE NATAL
Em tempo de Advento e Natal, as pessoas
tornam-se mais sensíveis, solidárias e generosas.
Nesta época natalícia é bom ter em conta que algumas pessoas não passam a altura de festa como a maioria de nós; há gente que não tem um abrigo, um cobertor ou até mesmo uma ceia, não têm nada com que satisfazer a sua fome. Não têm como se aquecer nas noites geladas e pálidas do inverno rigoroso que se aproxima.
É habitual vermos as pessoas felizes, a fazerem as suas compras de Natal e, por vezes, esquecemo-nos de outras que nem podem proclamar esta alegria tanto como desejavam.
Em contraste com as ruas movimentadas e cheias de gente com montes de sacos cheios de prendas, “atropelando-se” nas ruas, os meios de comunicação social mostram-nos muita miséria, refugiados que, forçosamente, têm que abandonar o seu país, o seu lar, a sua família…
A felicidade, a alegria do Natal, não passa apenas pelas prendas e por bens materiais, mas sim pela aceitação para com os outros, e pela alegria interior com que vivemos esta quadra.
Desejamos que o Natal seja capaz de levar cada pessoa a mudar a sua maneira de pensar, a ver cada ser humano com a sua dignidade de pessoa, e que a ajuda seja uma constante, agora e sempre.
Nesta época natalícia é bom ter em conta que algumas pessoas não passam a altura de festa como a maioria de nós; há gente que não tem um abrigo, um cobertor ou até mesmo uma ceia, não têm nada com que satisfazer a sua fome. Não têm como se aquecer nas noites geladas e pálidas do inverno rigoroso que se aproxima.
É habitual vermos as pessoas felizes, a fazerem as suas compras de Natal e, por vezes, esquecemo-nos de outras que nem podem proclamar esta alegria tanto como desejavam.
Em contraste com as ruas movimentadas e cheias de gente com montes de sacos cheios de prendas, “atropelando-se” nas ruas, os meios de comunicação social mostram-nos muita miséria, refugiados que, forçosamente, têm que abandonar o seu país, o seu lar, a sua família…
A felicidade, a alegria do Natal, não passa apenas pelas prendas e por bens materiais, mas sim pela aceitação para com os outros, e pela alegria interior com que vivemos esta quadra.
Desejamos que o Natal seja capaz de levar cada pessoa a mudar a sua maneira de pensar, a ver cada ser humano com a sua dignidade de pessoa, e que a ajuda seja uma constante, agora e sempre.
Neste frio
de Inverno,
Há pessoas
tristes e sozinhas,
Esperando
assim…
Que o
verdadeiro Natal aconteça!
Cai neve
lá fora…
A família
reunida,
Vive com
emoção e felicidade,
Esta
fantástica quadra festiva.
Ana Alvo, Miguel Gomes, Rafael Ferreira, Sara Lemos, EMRC 9º Ano
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
O Presépio em sintonia com a Natureza
Chegados à comemoração de mais um Natal, o Presépio convida-nos a viver a quadra com simplicidade, mais espírito de entreajuda e alegria.
Este ano, a simbiose Presépio/Natureza é visível na maioria dos presépios criados em EMRC pelos alunos do nosso Agrupamento.
Os ramos e folhas das árvores, o musgo dos campos, a neve da nossa serra... ajudam a recriar a "cena".
Os ramos e folhas das árvores, o musgo dos campos, a neve da nossa serra... ajudam a recriar a "cena".
Como nos diz o Papa Francisco, não adianta contemplarmos Jesus no Presépio, se não aprendemos a vê-lo na Natureza.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
SEMANA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2016
Comissão Episcopal da Educação
Cristã e Doutrina da Fé
Nota Pastoral para a Semana
Nacional da Educação Cristã
21 - 30 de outubro de 2016
EDUCAR
- PROPOR O CAMINHO PARA UMA VIDA PLENA
A educação integral é essencial
para promover o desenvolvimento harmonioso das pessoas e para alicerçar a
justiça, a paz e o bem-estar das sociedades. Portanto, é pela educação que
podemos preparar um futuro com esperança.
Por isso, educar é uma tarefa
gratificante sem deixar de ser complexa e árdua, nomeadamente no nosso tempo.
Assim o reconhece o Papa Francisco na Exortação “A Alegria do Amor” em que
dedica um capítulo à missão educativa da família (Cap VII: Reforçar a educação
dos filhos).
Perante os desafios da sociedade
atual, o papel dos educadores (pais, encarregados de educação, professores,
catequistas) não pode ser o de controlar ou de resolver todos os problemas mas
“gerar processos de amadurecimento da liberdade dos filhos, de preparação, de
crescimento integral, de cultivo da autêntica autonomia” (AL 261). Deste modo,
“a educação para a maturidade comporta a tarefa de promover liberdades
responsáveis que, nas encruzilhadas, saibam optar com sensatez e inteligência”
(AL 262).
Perante esta emergência da
educação todos temos a missão de colaborar. Em nome da Igreja, apoiados pelo
seu rico património espiritual, humanista e moral, queremos dar o nosso
contributo, apresentando alguns critérios em ordem a educar para o
desenvolvimento pessoal integral e para a participação livre e responsável na
construção de uma sociedade justa e fraterna.
1. Educar é pôr a caminho
Educar é conduzir no caminho do
bem e da verdade, como concretiza Bento XVI de forma feliz: “Educar significa conduzir para fora de si
mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa”
(Mensagem do dia da paz, 1 de janeiro de 2012, 2).
Deste modo, educar não é apenas
atingir uma determinada etapa ou patamar: boas classificações escolares;
concluir um curso; chegar à celebração de um sacramento. Encontramos,
frequentemente, esta perspetiva estática de educação. A educação, porém, é
dinâmica, é aprender a caminhar, a progredir, a crescer continuamente para a
plenitude. Fazer caminho é dar passos, treinar ritmos, aprender com as novas
experiências de cada idade, pois o caminho faz-se caminhando. Cada etapa
precisa de ter continuidade, orientar para novas etapas, sem perder de vista a
meta – o desenvolvimento pleno e integral. Fixar-se numa etapa é instalar-se, é
deixar de crescer, de olhar para o futuro e enfraquecer no compromisso de o preparar.
O objetivo que todos procuramos na
vida é a felicidade. E onde a encontramos? Como muitas vezes repetiu, de forma
viva, o Papa Francisco nas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) em Cracóvia
(julho 2016), a felicidade não está no sofá e nos videojogos mas em fazer
caminho que abra novos horizontes à vida e nos leve a testemunhar a
misericórdia aos mais pobres e débeis: “não
viemos a este mundo para vegetar, para fazer da vida um sofá que nos adormeça;
viemos para deixar marca. É muito triste passar pela vida sem deixar uma marca.
Mas quando escolhemos a comodidade, confundindo felicidade com consumo, então
perdemos a liberdade”.
2. Educar é propor referências
Para fazer caminho precisamos de
definir uma direção e escolher um guia. Uma das lacunas da educação é a
ausência de referências que permitam o discernimento entre a retidão e os
desvios, entre o bem e o mal.
Na educação cristã temos Jesus
Cristo como referência e guia do caminho novo. Ele veio trazer-nos a vida em
plenitude (Cf Jo 10,10) e esta é a meta que temos em vista alcançar. Ele
chama-nos a segui-Lo e acompanha-nos no caminho, apoiando-nos com a sua graça.
Por isso, o caminho do Senhor está ao alcance de todos. Como afirmou o Papa
Francisco nas referidas Jornadas, “Jesus
deseja aproximar-se da vida de cada um, percorrer o nosso caminho até ao final,
para que a sua vida e a nossa se encontrem realmente”.
A vida exemplar de Jesus é
continuada e concretizada por muitos homens e mulheres que n’Ele encontraram o
paradigma do homem novo e, após esse encontro, tornaram-se melhores. Na
história do cristianismo encontramos uma “nuvem
de testemunhas” (Heb 12, 1) que enriquecem o nosso património de
referências concretas da fé cristã.
Também hoje à nossa volta podemos
descobrir muitas testemunhas admiráveis da fé que, pela sua bondade e retidão,
mostram como o Evangelho é uma força para o bem e uma luz que ilumina na
escuridão. Fixar os olhos em Jesus e naqueles que O seguem e continuamente se
renovam, leva-nos a descobrir as nossas distâncias e fragilidades e a
esforçarmo-nos por superá-las.
Não há caminho para a perfeição
sem esforço e sem luta, não há opções pela verdade e pela novidade cristã sem
renúncia aos impedimentos e obstáculos que moram em nós e dificultam o
progresso na luz e na perfeição.
Na matriz cristã, a educação
encontra uma ligação com a realidade e um enraizamento concreto na história
humana. Não é proposta de teorias ou doutrinas mas de exemplos de pessoas
concretas e de acontecimentos históricos, de uma memória rica de séculos que
nos ajuda a estar atentos aos sinais dos tempos, a interpretar o presente e
construir um futuro melhor.
3. Educar é promover a fraternidade e a comunidade
Jesus aproximou-se de nós para nos
ensinar a ser próximos uns dos outros. Dedica-nos um amor pessoal e manda-nos
amar o próximo, a pessoa concreta que precisa de nós. A educação cristã tem
necessariamente uma dimensão comunitária, pois Jesus veio ao nosso encontro
para nos congregar como a grande família dos filhos de Deus.
Nesta linha, a educação deve promover
o diálogo e a integração, procurar o que nos une e não o que separa; construir
pontes e evitar ruturas; não se deixar tentar pela mentalidade maniqueísta que
divide a sociedade em bons e maus, julgando como maus “os outros que não pensam
como nós”.
Nas fontes do cristianismo é
constante e veemente o apelo à união, à reconciliação, à paz e ao serviço
fraterno. A divisão e os conflitos são entendidos como uma contradição com a
fé. O grande sinal que identifica o cristão é o amor, a misericórdia, o serviço
aos mais humildes e desprotegidos.
Por isso, devemos alertar contra
todas as propostas que, ainda hoje, criam barreiras e fomentam agressividade.
Se queremos construir um mundo solidário em que todos se sintam acolhidos,
respeitados e integrados temos de rejeitar a indiferença, a agressividade, a
luta de classes, a violência… e cultivar a fraternidade, o diálogo, a
compreensão e as relações cordiais. Assim esclareceu o Papa Francisco aos
jovens: “a nossa resposta a este mundo em guerra tem um nome: chama-se
fraternidade, chama-se irmandade, chama-se comunhão, chama-se família” (JMJ,
2016).
4. Educar é formar agentes de mudança e de transformação social
O pleno desenvolvimento da pessoa
alcança-se também pelo contributo que presta para melhorar a sociedade, pelo
rasto de amor e de paz que deixa no seu meio ambiente. Educar é incentivar a
sonhar um mundo novo, mais justo e fraterno, e a entregar-se, corajosamente, ao
serviço deste sonho.
Como recomendou o Papa em
Cracóvia: “Para seguir a Jesus é preciso ter
uma boa dose de coragem e decidir-se a trocar o sofá por um par de sapatos que
ajudem a caminhar (…) pelas estradas do nosso Deus que nos convida a ser atores
políticos, pessoas que pensam, animadores sociais” (JMJ 2016).
Jesus é o pastor que nos orienta
no caminho que leva à plenitude, à alegria, ao amor e à paz. Oferece-nos o
evangelho para ser o “nosso navegador” no caminho da vida. Ampara-nos com o seu
cajado de pastor, ou seja, com a força da sua graça que ajuda a vencer o mal. É
o verdadeiro mestre de vida que nos transmite a arte de bem viver, é o caminho
para a verdade, para a beleza e para a bondade, para a vida em plenitude.
A luz de Jesus chega até nós, de
forma mais próxima e concreta, através das testemunhas da fé que se guiaram por
Ele e refletem a sua luz para a nossa vida. Entre todas tem um lugar de
especial relevo Maria sua Mãe. Também ela peregrinou na fé e se
entregou ao serviço de um mundo novo. Ao celebrarmos o centenário das suas
aparições em Fátima demos graças a Deus pela sua visita e pela mensagem de
salvação que nos veio trazer e aprendamos com ela, estrela de um novo dia, a
orientar os nossos passos pela luz do evangelho de Seu Filho.
Lisboa, 29 de setembro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Um novo ano, uma nova página a reescrever
Estamos a iniciar o ano
letivo 2016-2017. Votos de um bom ano para toda a comunidade educativa.
Uma saudação especial para
todos os alunos inscritos na disciplina de EMRC, extensiva a todos os pais e
encarregados de educação.
Vamos caminhar juntos! Ensinar não é simplesmente
transmitir conhecimentos; é também educar para os valores, corrigir, formar nos
bons costumes éticos e morais. Sendo a EMRC uma disciplina opcional, com uma
identidade válida e atual, apresenta-se como proposta
cultural que é oferecida a todos para lá das convicções e escolhas pessoais de
fé. Tem um programa delineado que leva o aluno a formar uma personalidade forte
e responsável, capaz de escolhas livres e coerentes.
Quantas vezes já não fizemos a pergunta: Que horizonte
de sociedade somos chamados a ir construindo, e que caminhos somos chamados a
seguir? Perante esta interpelação, vamo-nos dando conta
que muitos dos nossos adolescentes e jovens criam respostas e caminhos que procuram
satisfazer as suas necessidades e angústias existenciais, definhando sob a perda de sentido e a ansiedade do vazio – muitas vezes
desencadeando o fracasso. Tais situações são, por vezes, fruto de vivências e
atitudes pouco favoráveis, que se vão enraizando e que acabam por contagiar outros. O que acontece é que, muitas vezes, passamos ensinamentos mas não ensinamos a viver os ensinamentos.
O apelo aos valores
humanos e cristãos, hoje mais do que nunca, precisa de soar como um apelo a uma
nova prática; a vivência dos valores precisa de ser uma resposta a um
convite mais do que meramente uma resposta a algumas propostas. Assim, é preciso,
pessoal e coletivamente, com coerência, redescobrir e testemunhar sinais
dinâmicos e vitais que levem ao conhecimento e aprofundamento da mensagem. Se
queremos chegar à meta que afinal todos nós dizemos querer alcançar, não
podemos alienar-nos de que é preciso um esforço de discernimento para se deixar
guiar por aquilo que vale a pena, pela vivência dos valores que perduram. A (in) disciplina e o (in) sucesso são indissociáveis, e como ninguém
gosta de ter insucesso, em
conjunto e interação, redescobriremos os valores que são como o fundamento da
nossa esperança – o ser bem sucedido. O apelo a
viver os valores que perduram passa de uns para os outros, muitas vezes, por
contágio; necessitamos, pois, de elementos contagiantes, edificantes, que querem
ser o “grão de areia que forma o areal”.
Neste sentido, é preciso tornar-se presente, estar
atentos, lúcidos, e com espírito crítico construtivo. É certo que nem sempre se
consegue o que nos propomos ou pretendemos, mas estes momentos vamos vivê-los
como ocasião para viver o Kairós, o momento presente, e vivê-lo manifestando a
diferença da proposta da EMRC: pontos de
referência e inspiração para qualquer pessoa em crescimento e à procura de
sentido. Na qualidade de docente,
procurarei compreender e fazer compreender que o caminho é sempre o de cada um,
na sua liberdade, com o seu ritmo de amadurecimento próprio, com o seu
historial. Vem, vê e atua é sempre o nosso grande desafio.
Não posso deixar de aludir
à turma do 5º A, a Direção de Turma que me foi confiada. Sabendo que os
professores ficam com os papéis facilitados quando os encarregados de educação
participam na vida da escola, apraz-me referir que não me pouparei a esforços
para acompanhar e estimular os seus educandos em ordem ao sucesso, induzindo
neles o dever de serem ‘construtores’ do seu próprio sucesso, ao mesmo tempo
que também apelo ao envolvimento dos pais, pois a avaliação positiva e o
sucesso só são alcançáveis pela conjugação de esforços, através de um diálogo
construtivo e capaz de harmonizar as diversidades.
Procurarei que o acolhimento e a proximidade estejam no cerne da minha tarefa
educativa, promovendo a socialização e a educação para os valores que a todos
dignificam enquanto sujeitos e seres sociais que procuram viver no respeito e
apreço pelo outro, dando testemunho e razões da esperança que nos habita.
UM BOM NOVO ANO ESCOLAR!
Isabel Almeida, Prof. de
EMRC
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