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domingo, 29 de setembro de 2013

Nesta Semana da Educação Cristã...

Nesta Semana da Educação Cristã, que hoje se inicia, e que tem como tema ‘Guardar a Fé – Guardar o Outro’, pede-se que a mensagem seja transmitida de modo a que seja um ensinamento para a vida, promovendo a atenção aos outros, crentes ou não crentes, concidadãos ou estrangeiros.
Ao longo da semana, não fiques indiferente a quem precisa de um sorriso, uma palavra amiga, uma ajuda nos trabalhos escolares... ao outro que precisa de ti!
Em jeito de reflexão, apresentamos o video do XVI Encontro Interescolas da diocese da Guarda, realizado no ano letivo transato.
O nosso Agrupamento tem sempre marcado presença nestes encontros, com participação ativa.
Aguardamos pelo próximo, dando continuidade à vivência e celebração do encontro com o Outro e com os outros! 
Sê um "guardião" do outro!

sábado, 14 de setembro de 2013

No início de novo ano escolar, uma saudação aos alunos e encarregados de educação

Para vós, alunos e encarregados de educação, expresso o desejo de um novo ano letivo cheio de sucessos, apesar dos constrangimentos inerentes a toda a conjuntura que se vive na família, na escola e na sociedade em geral.
Mas para que o sucesso aconteça, quero, neste início de ano, lembrar-vos que temos que ter bem presentes os objetivos que nos levam a estar na escola e o modo como nos comportamos neste espaço, que também é de convívio, mas acima de tudo de aprendizagem. A disciplina, e não o mau comportamento, é a chave para o sucesso. Todos sabemos que muitos alunos iniciam o ano com bons propósitos, mas depressa esquecem que isso envolve estudo, dedicação e disciplina, esta quase sempre a razão para o fracasso.
Mas se a indisciplina impera e tem as suas consequências nefastas, não é menos certo que, por vezes, o fracasso dos alunos se deve porque existe um grande divórcio entre os pais e os professores. Para um melhor desenvolvimento cognitivo e emocional dos alunos, é necessário que os pais sigam atentamente a evolução académica e comportamental dos filhos; pelo que o diálogo com os educadores é necessário. Os alunos sentir-se-ão mais apoiados se perceberem que os pais estão "com eles", e que estão ali para os ajudar e não para os "controlar".
Estou convosco para vos ajudar a caminhar rumo a este sucesso escolar e pessoal.
Enquanto docente de EMRC e diretora de turma do 6.º C, tenho consciência que nem sempre serei capaz ou terei solução para responder aos vossos anseios e problemas, mas duma coisa tenho a certeza, dedicada e responsavelmente, envidarei esforços nesse sentido, a todos respeitarei na sua maneira de ser, pensar e agir, e tudo farei para apontar caminhos que levem a não desviar daquilo que são os valores que a todos comprometem e dignificam como pessoas, e que são, certamente, a chave do sucesso que alunos e pais desejam.
Não esqueçais que é na proximidade e colaboração que se constroem as relações humanas amistosas, os laços que nos unem a todos e a cada um em particular. Mas para isso existem regras. Se é preciso dar um abraço, dêmo-lo sem reservas; mas se é necessário chamar à atenção, façamos o que deve ser feito. Afinal, tudo tem limites e consequências. Esforcemo-nos para que a consequência seja o bom êxito.
Contai com a minha colaboração!

Desejo um bom ano para toda a comunidade educativa.

Prof. Isabel Almeida

terça-feira, 2 de julho de 2013

EMRC - A Comunidade unida no serviço à Educação

Com a realização dos últimos exames, calendarizados para estes dias, vemos concluído o presente ano lectivo. Isso não significa que estejam terminados na escola todos os trabalhos deste ano. A escola vive nesta hora um momento de avaliação do ano lectivo que termina e um tempo de preparação e programação do novo ano que começa no próximo mês de Setembro. Avaliar com rigor e programar com clarividência são sempre trabalho necessário a exigir acrescido esforço de toda a comunidade educativa.
Este ano, que agora se conclui, fica marcado no âmbito da Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) pela promulgação da nova legislação que vem dar renovada consistência legal ao exercício do ensino desta disciplina curricular.
Este texto legislativo orgânico, estruturado e consistente é fruto de um prolongado trabalho realizado entre a Conferência Episcopal Portuguesa e o Ministério da Educação e Ciência, que mereceu parecer favorável da Comissão Paritária, aprovação em Conselho de Ministros e promulgação do senhor Presidente da República.
O Decreto – Lei n.º 70/2013, de 23 de Maio, reúne e configura toda a legislação anterior, que foi dando forma e abrindo caminho ao direito dos alunos e dos encarregados de educação de escolherem um projecto educativo assente nos valores da educação moral e religiosa católica.
Sendo a disciplina de EMRC, na escola pública estatal, uma disciplina de oferta obrigatória e de frequência facultativa, ela inscreve-se legalmente no quadro do respeito inviolável pelo direito dos alunos de escolherem uma resposta educativa que assegure a sua formação integral.
As estatísticas revelam que a frequência desta disciplina tem sido estável ao longo das últimas décadas. Mudou a cultura de escola e transformaram-se os contextos de vida da sociedade actual, mas não se alterou nem diminuiu o desejo das famílias de encontrarem na disciplina de EMRC um necessário contributo para a educação dos seus filhos.
Tem aumentado significativamente, nos últimos anos, o número de alunos do primeiro ciclo que se matriculam nas aulas de EMRC, em conformidade com a lei. Isto diz-nos que as famílias procuram dar aos seus filhos, desde o início do ensino básico, a possibilidade de frequentar esta disciplina, conscientes dos benefícios que daí lhes advêm.
Há muitos alunos que frequentam EMRC independentemente das suas convicções religiosas e do seu credo de fé. Compreendemos todos que EMRC não é catequese nem somente educação cívica. A EMRC oferece aos alunos e à comunidade escolar um olhar de interdisciplinaridade para a beleza, valor e sentido da vida. 
Ser aluno de EMRC significa aprender caminhos firmados na dignidade humana, sentir o fascínio do transcendente e a lucidez diante do tempo presente, saborear a alegria de trabalhar em conjunto, preencher de alma o viver em comunidade, ler a história com a sabedoria da inteligência e abraçar as grandes causas da humanidade com a doçura do coração. Ser aluno de EMRC consiste em moldar a vida pelos valores do evangelho de Jesus e ajuda a descobrir o encanto da fé e a paixão pela missão da Igreja.
Os protagonistas da EMRC são sempre os alunos e as suas famílias. O seu meio natural é a comunidade escolar. O seu horizonte é a plenitude da vida dos alunos sem marcas temporais e sem fronteiras ideológicas. Os seus agentes mais directos são os professores de EMRC e a comunidade educativa no seu todo.
Ninguém na comunidade se deve alhear desta grande causa nem dispensar deste serviço à educação, a começar pelos professores e restantes agentes educativos. O segredo do êxito conseguido em tantas escolas do nosso país pela disciplina de EMRC está precisamente aqui: ela é um acto vivo de toda a comunidade, que conhece as suas crianças, os seus jovens e as suas famílias. Só uma comunidade assim unida neste agir educativo e consciente da grandeza desta responsabilidade comum consegue dar à escola o melhor de si mesma.
E aqui a Igreja tem uma palavra a dizer, um testemunho a dar e uma experiência de muitos séculos a partilhar. O professor de EMRC não está só. A escola não pode ser uma desconhecida ou ignorada da comunidade. 
A missão de ensinar e o direito de aprender não devem estar ausentes nem distantes do viver colectivo da comunidade no seu todo.
As aulas de EMRC não se mendigam nem se impõem automaticamente. Merecem-se. A escola tem direito de as exigir da comunidade como verdadeiro e insubstituível compromisso em prol do bem comum e da causa da educação. O ensino nas nossas escolas tem de exprimir o que a comunidade pensa, sente e quer e deve espelhar a própria alma da comunidade no que de mais belo ela possui.
A presente legislação é, também neste contexto, uma oportunidade que a escola deve valorizar, que os alunos e encarregados de educação são chamados a conhecer, que os professores de EMRC têm o dever de implementar com competência e que toda a comunidade deve assumir com verdade.
O quadro legal em que nos movemos cumpre a Constituição da República e regulamenta, naquilo que lhe concerne, a Concordata de 2004,celebrada entre o Estado Português e a Santa Sé. A adaptação a este novo enquadramento legislativo vai exigir muito da escola e da comunidade.
Pertence-nos a todos concretizar caminhos e cumprir objectivos expressos nesta legislação, para que cada vez mais os alunos possam encontrar nas aulas de EMRC as respostas a que têm direito e procurar aí os valores onde se respaldem os horizontes do seu futuro.
Nesta época de matrículas cumpre-nos sensibilizar as famílias, a escola e a comunidade para o bem que a disciplina lhes oferece. Estamos, assim, a construir uma escola melhor e a lançar bases sólidas do futuro de Portugal.

Aveiro, 1 de Julho de 2013
António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé

segunda-feira, 17 de junho de 2013

EMRC... uma opção, uma marca na tua vida

Na hora de tomarmos decisões, por vezes, ficamos conturbados, 'vamos na onda'!
Na hora de fazeres a tua opção, não enveredes pelo caminho do indiferentismo, do facilitismo... O mais fácil nem sempre é sinónimo de felicidade!
Há sacrifícios pelos quais vale sempre a pena lutar, quando queremos deixar na sociedade uma marca que nos identifica e dignifica como pessoas, como cidadãos conscientes e responsáveis, sempre prontos para responder a todas as solicitações. 
EMRC também significa "Eu mantenho relação com Cristo".
Para isso, é preciso o envolvimento e compromisso de todos.
Tens a oferta, a resposta e o compromisso é teu!

Isabel Almeida



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dia de Santo António

A treze temos Santo António
A vinte e quatro S. João
A vinte e nove S. Pedro
E festejamo-los com uma grande afeição.

Santo António nasceu em Lisboa, dia 13 de Setembro de 1191, e morreu com 36 anos, dia 13 de junho de 1231, nas vizinhanças de Pádua, Itália. Por isso, é chamado Santo António de Lisboa e Santo António de Pádua.

Filho de Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, famílias ilustres, recebeu o nome de Fernando no batismo. Aos 15 anos, entrou no convento da Ordem dos Cónegos Regulares de Santo Agostinho, nas proximidades de Lisboa. Aí ficou dois anos e pediu para ser transferido para o mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, porque eram tantas as visitas de parentes e amigos, que perturbavam a sua paz. Em Coimbra, fez filosofia e teologia e foi ordenado padre. Neste mosteiro se hospedaram os frades Franciscanos do convento de Santo António dos Olivais, quando viajavam para converter os muçulmanos em Marrocos, na África. Pouco tempo depois, os restos mortais destes frades, martirizados em Marrocos, voltaram a Portugal para o sepultamento em Coimbra, onde morava o Rei de Portugal. Nessa ocasião, ‘Santo António’ sentiu grande desejo de evangelizar Marrocos e imitar os mártires. Por isso, no verão de 1220, entrou para a Ordem dos Franciscanos, mudou o nome para António, que era o titular do convento franciscano dos Olivais. No início de novembro de 1220 foi mandado para Marrocos, mas terrível enfermidade o reteve na cama todo o inverno e resolveram mandá-lo para Portugal. O navio de volta a Portugal foi levado pelos ventos para a Itália. Desembarcou na Sicília e dirigiu-se para Assis, onde se encontrou pela primeira vez com São Francisco. Então, participou de um Capítulo Geral da Ordem, que começou a 20 de maio de 1221, em Assis. Não demorou para se revelar como excelente orador e pregador, em setembro de 1221, fazendo o sermão em Forli, na ordenação sacerdotal de franciscanos e dominicanos. Surpreendeu o Provincial e todos ficaram maravilhados. Por isso, o Provincial o encarregou da ação apostólica contra os hereges na região da Romanha. e no norte da Itália, quando se tornou extraordinário pregador popular. Em Rimini, os hereges impediam o povo de ir aos seus sermões. Então, apelou para o milagre. Foi à costa do Adriático e começou a pregar aos peixes, que acorreram em multidão, mostrando a cabeça fora da água. Este milagre invadiu a cidade com entusiasmo e os hereges ficaram envergonhados.

Após alguns anos de frade itinerante, foi nomeado, por carta, por São Francisco, o primeiro ‘Leitor de Teologia’ da Ordem. Mas, este magistério de teologia para os franciscanos de Bolonha demorou pouco porque o Papa mobilizou todos os pregadores dominicanos e franciscanos para combater a heresia albigense na França. Por isso, passou três anos a lecionar, a pregar e a fazer milagres no sul da França – Montpellier, Toulouse, Le Puy, Bourges, Arles e Limoges. Como ocupava o cargo de custódio do convento de Limoges, foi para Assis participar do Capítulo Geral da Ordem, convocado por Frei Elias, a 30 de maio de 1227. Nesse Capítulo foi eleito Provincial da Romanha, cargo que ocupou com êxito até 1230. Em 1229, foi morar com os seus irmãos franciscanos, perto de Pádua, no convento de Arcella, em Camposampiero. Nesse lugar retirado, a pedido do Cardeal de Óstia, dedicou-se a escrever os sermões das festas dos grandes santos e de todos os domingos do ano. Mas saía sempre para pregações, por exemplo, durante a Quaresma, até morrer, por uma hidropisia maligna, na sexta-feira, de 13 de junho de 11231.
Foi tanta a repercussão da sua morte e tantos os milagres, que, onze meses após a sua morte, foi canonizado pelo Papa Gregório IX. Em 1263, quando o seu corpo foi exumado, a língua estava intacta e continua intacta até hoje, numa redoma de vidro, na Basílica de Santo António, em Pádua, onde estão os seus restos mortais.
Mais tarde, em 1934, foi declarado Padroeiro de Portugal. E em 1946, o Papa Pio XII proclamou-o ‘Doutor da Igreja’, com o título de ‘Doutor Evangélico’. Santo António não perdeu a sua atualidade e é invocado pelo povo cristão para curar doenças, achar coisas perdidas e ajudar no casamento.