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terça-feira, 21 de junho de 2016

ATIVIDADES de EMRC

Integrada nas Atividades de Encerramento do ano letivo 2015-2016, que decorreram nos dias 8 e 9 de junho, os alunos do 5º e 6º ano realizaram trabalhos para a exposição das SALAS TEMÁTICAS dos diferentes Departamentos Curriculares.
A Simbologia, com os símbolos e a sua descrição, e a Fome no Mundo foram os temas que, entre outros, sobressaíram na Exposição. Carregado de toda a sua simbologia, a embelezar o espaço, não faltou sequer o arranjo floral.
Por sua vez, os alunos do 3º Ciclo realizaram alguns videos e trabalhos em Powerpoint.














sexta-feira, 3 de junho de 2016

Educar para preparar o Futuro - Nota Pastoral

1. O direito dos pais na escolha da escola para os seus filhos

Educar, que significa despertar potencialidades e ensinar a ser, implica eleger como meta principal a construção de uma pessoa autêntica e íntegra. Neste sentido, os pais têm, entre outros, o direito/dever de educar e escolher a escola que melhor corresponda aos valores e exigências dos seus filhos, competindo-lhes a orientação da sua educação. Para isso, cada estabelecimento de ensino, público ou privado, deve caracterizar o seu modelo educativo, para que estes, em liberdade, possam escolher aquele que mais se coaduna com a educação que julgam mais adequada para os seus filhos.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem (art.º 26), bem como a Lei de Bases do Sistema Educativo, reconhecem a importância da educação e enunciam princípios onde é possível enquadrar a sua inserção nos sistemas educativos, nomeadamente a liberdade de os pais escolherem o género de educação a dar aos filhos. Também a Lei da Liberdade Religiosa (art.º 11) confere aos pais o direito à educação dos filhos em coerência com as próprias convicções religiosas. Mas o que deveria ser um direito é, por vezes, um obstáculo!
Esta situação não pode ser um jogo político. Ao Estado não cabe impor uma visão do mundo. “Ao Estado cabe a obrigação de cooperar com os pais na educação dos filhos” (Constituição da República Portuguesa, art.º 67, c). O Estado, que se quer democrático, pode ter ideais, mas são os cidadãos que os tornam eficazes. Se a lei estabelece as condições para uma ampla e frutuosa colaboração e são estes que pagam os seus impostos, também são estes que têm direito a ditar como querem a sua escola. Ao Estado compete, pois, por equidade e exigência do bem comum, harmonizar os interesses dos cidadãos, garantindo os direitos das instituições educativas; tem o dever de colaborar com os pais na educação dos filhos, criando condições necessárias para que estes possam optar livremente pelo modelo educativo que lhes convém. Apoiar economicamente as escolas, sejam elas de iniciativa estatal ou particular, é colaborar com os pais na educação dos filhos. O Papa Francisco, na recente Exortação sobre a Alegria do Amor, lembra que «o Estado oferece um serviço educativo de maneira subsidiária, acompanhando a função não delegável dos pais, que têm o direito de poder escolher livremente o tipo de educação – acessível e de qualidade – que querem dar aos seus filhos de acordo com as suas convicções» (AL 84).
Não há educação integral sem a consideração da dimensão religiosa, uma vez que ela é constitutiva da pessoa humana. Mais ainda, no mundo globalizado e plural em que nos movemos, não é possível compreender certos eventos nacionais e internacionais sem referência ao religioso e às suas manifestações. Por sua vez, o Evangelho inspira valores de fé e de humanidade que edificam a história e a cultura.

2. A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica confere unidade ao projeto educativo

A lecionação da EMRC, disciplina com uma dimensão religiosa e cívica, depende da vontade expressa dos pais ou dos candidatos, quando maiores de dezasseis anos. É uma área curricular com um alcance cultural e um significativo valor educativo, que confere unidade ao projeto educativo. Proporciona recursos e perspetiva caminhos de desenvolvimento harmonioso do aluno, na integridade das dimensões corporal, intelectual e da abertura à transcendência, aos outros e ao mundo em que vive e que, por sua vez, é chamado a construir com os outros.
A família, comunidade educativa por excelência, assume um papel central na educação dos filhos. Assim, os pais devem consciencializar-se da importância da dimensão religiosa para a educação dos filhos, responsabilizar-se pela sua inscrição em EMRC ou sensibilizar os filhos para o fazerem, tomando uma posição ativa e fazendo valer a legislação em vigor. Os alunos são fruto da sociedade e das suas incoerências e contradições, por isso não abdiquem os pais das suas responsabilidades educativas, fruindo do que a escola lhes oferece.
O professor, que por si só não pode suprir as funções de toda a sociedade, deve promover o diálogo e a colaboração com os pais e a escola, tendo em vista a responsabilização e colaboração recíprocas. Deve manter-se atualizado pessoal e profissionalmente, transmitir com seriedade e profundidade o itinerário planeado, sem esquecer que o diálogo entre a cultura e a fé deve fazer-se em ordem à maturidade pessoal e social.
Aos alunos, proponho um desafio: convido-os a ir contra a corrente, a ser determinados e a arriscarem pela frequência da EMRC como caminho onde os valores são identificados, promovidos e divulgados – onde brota uma vida com sentido e projeto.
O sucesso dependerá do interesse e envolvimento que todos demonstrarem. Atentos às inquietações e preocupações, tendo bem presentes os valores que nos norteiam, com ânimo e confiança, temos todos de assumir posições concretas; admitir o indiferentismo, a irresponsabilidade pode comprometer toda a educação e a cultura emergente. Temos todos de ajudar a crescer nos valores que dignifiquem a pessoa humana.
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Aveiro, 9 de maio de 2016

† António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro


terça-feira, 24 de maio de 2016

EMRC...Testemunho de antigas alunas

EMRC… uma referência para o futuro

EMRC… confesso que no início tinha uma ideia errada da disciplina. Pensava que era mais uma daquelas aulas teóricas onde apenas se falava de religião. Mas tal conceito depressa o retirei do meu pensamento, pois logo percebi que a EMRC é muito mais do que isso. Aliás, posso afirmar que a EMRC é uma preparação para a vida. É talvez a única disciplina que nos ajuda a ver as realidades, dá oportunidade de podermos partilhar os nossos sentimentos, as nossas opiniões, aquilo que realmente nos toca e mexe connosco, independentemente das convicções de cada um. Aqui há espaço para partilhar não só experiências como também impressões ou aquilo que sentimos que está errado, situações com as quais não concordamos. É aqui, nesta disciplina, que podemos questionar atitudes, aprender com os erros dos outros e com os nossos, levando-nos sempre a propor soluções.
Para além disto, é sem dúvida uma disciplina importante para fazermos novas amizades; é um verdadeiro ponto de encontro. Digo isto não só pelo facto de ficarmos a conhecer melhor quem somos, a conhecer os outros e termos oportunidade de partilharmos as nossas ideias, como também pelo facto de podermos conhecer outros alunos de outros lugares.
Uma outra forma de podermos perceber o ponto de vista dos outros e, de certo modo, encontrarmos outra maneira de ver as realidades é ainda o facto de participarmos em atividades relacionadas e dinamizadas pela EMRC. Costumo até dizer que a EMRC é um dar e receber, é compreender os outros e ser compreendido, é um “trocar de vidas”. Quero com isto dizer que damos a conhecer as nossas vivências, sentimentos, experiências… e, em troca, oferecem-nos também tudo isto – o tal “trocar de vidas”.
Além dos diálogos e debates, muitas vezes a partir da visualização de filmes ou apresentação de trabalhos feitos pelos alunos, também aprendemos feitos de pessoas importantes que nos podem servir de modelo. É desta forma que encontramos maneiras diferentes de estar na vida, de agir, de viver.
É de salientar também a importância da EMRC na abordagem e compreensão de situações problemáticas, visto que a maioria dos jovens que a frequentam estão na adolescência, período em que procuram refúgios que, por vezes, não são os melhores. Deste modo, esta disciplina tem interpretado aqui o papel de “ponto de encontro” entre os jovens e determinadas temáticas.
De alguma forma, na pessoa da professora, a disciplina desempenha o papel de “ombro amigo”, no sentido de compreender, apoiar os alunos e, de alguma forma, tentar ajudá-los a perceber o mundo; o porquê de determinadas atitudes dos pais; a distinguir os caminhos bons dos maus caminhos; a servir de confidente e, principalmente, convidar a escutar a voz dos que com a sua experiência nos podem proporcionar momentos melhores.
Ao contrário do que muitos pensam, a EMRC é mais do que uma aula, é uma reunião de amigos (se tu estiveres disposto a isso), é mais do que ver filmes, ler e fazer textos, ouvir a vida de santos e mártires. É conhecer-se, partilhar e ir ao encontro do outro. É, sem dúvida, a motivação para saber escutar, saber opinar, criticar, explicar, demonstrar, compreender, partilhar, aconselhar. Mas também tenho que confessar que sempre procurei dar o meu melhor!
 Em conclusão, tenho de dizer que a EMRC é um “cruzar” de experiências e projetos. É uma disciplina opcional que infelizmente é interpretada de forma errada, mas que eu vejo como uma referência para o futuro, um espaço de preparação para a vida.

Ana Mafalda Abrantes, 8º B, ano letivo 2006-2007



EMRC … um ponto de partilha e encontro

Talvez por vir de uma família onde os valores sempre foram transmitidos e considerados importantes, sempre achei importante frequentar a EMRC.
 Para mim a EMRC é um ponto de partilha e encontro. É uma disciplina que nos ajuda a desabrochar e, com sentido, a preparar para melhor vivermos a vida. Tratamos de temas que nos dão conhecimentos, mas também formação a nível de bem-estar, respeito pelos outros, tolerância e solidariedade. Aprofundamos o que a família e a sociedade nos vai ensinando e, ao mesmo tempo, observando o mundo à nossa volta, argumentamos e propomos soluções para, com os outros, ajudarmos a construir um mundo melhor.
Além dos temas do programa, também nós alunos podemos indicar outros que têm a ver com as nossas preocupações e que nos ajudam a esclarecer as nossas dúvidas. Sendo a adolescência uma etapa da vida em que nos sentimos um pouco baralhados, a EMRC tem sido importante para nos ajudar a ver e a viver as realidades de outro modo. Por vezes, somos confrontados com realidades que até conhecemos, para podermos ajudar a compreender as situações que ocorrem e a encontrar soluções para os problemas.
A proximidade e a partilha são valores que continuamente nos são transmitidos na EMRC. A professora Isabel Almeida costuma dizer-nos que é nas relações que mantemos com os outros que nos conhecemos e damos a conhecer quem somos, e que se soubermos criar uma boa relação, muitas das nossas dificuldades serão ultrapassadas, porque há sempre alguém para nos apoiar.
A solidariedade está sempre presente. A pobreza e a forma de colaborar com os que não têm não são esquecidas. Na escola é a única disciplina que nos desperta para todos os dramas humanos, dinamizando campanhas de solidariedade com angariação de roupas, alimentos, brinquedos e até material escolar e, ainda, participando em outras campanhas promovidas por outras instituições.
Não podemos esquecer os conhecimentos, mesmo para as outras disciplinas, e o bom ambiente que as visitas de estudo sempre nos proporcionam.
Vale a pena fazer parte desta família da EMRC. No fundo, a EMRC somos nós e o que queremos que ela seja. Obrigada, EMRC!

Ana Carolina Lopes Caetano, 8º B, ano letivo 2006-2007

sábado, 14 de maio de 2016

EMRC por terras de Santa Maria de Aguiar

No dia 13 de maio de 2016, realizámos, em intercâmbio com a Escola de Figueira de Castelo Rodrigo, uma visita de estudo com alunos de EMRC do 3.º ciclo, na sua maioria de 7.º ano.

Foi um dia enriquecido com novos conhecimentos e cheio de animação, congratulando-nos com o muito bom comportamento dos alunos: souberam escutar atentamente os guias da visita e usufruir harmoniosamente do tempo de convívio.
Para muitos ficou ainda a consolação de terem pisado terreno espanhol.

Sendo o dia 13 de maio, não esquecemos de agradecer a Nossa Senhora, tendo mesmo cantado o Avé, Avé Maria... na linda e histórica igreja de Nossa Senhora do Rocamador, em Castelo Rodrigo.

 PROGRAMA

         7h 45 – Saída da Escola Dr. Reis Leitão, Loriga
         8h 15  – Saída da Escola Dr. Guilherme Correia de Carvalho, Seia
        10h 30 – Acolhimento na Escola Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo
        10h 45 – Visita Guiada ao Mosteiro de Santa Maria de Aguiar
        11h 15 – Partida para Escalhão – Visita à Igreja Matriz
        12h 00 – Visita a Barca D`Alva
        12h 30 – Almoço partilhado e convívio
        14h 00 – Visita Guiada a Castelo Rodrigo
        16h 00 – Visita à Serra da Marofa        
        17h 00 – Lanche e despedida
        19h 00 – Chegada prevista a Seia    
        19h 30 – Chegada prevista a Loriga                                        .















 














Aqui na igreja de Nª Srª do Rocamador, rezámos e cantámos Avé, Avé Maria...



segunda-feira, 9 de maio de 2016

À descoberta da comunidade judaico-cristã

No passado dia 5 de maio, os alunos do 6.º ano inscritos em EMRC, e que o desejaram, deslocaram-se em visita de estudo a Belmonte.
Sendo esta uma terra de descobertas e vivências culturais, nomeadamente no que respeita à cultura judaico-cristã, foi um dia cheio de 'coisas novas', como referiram os alunos.

Brevemente, deixaremos o video ilustrativo dos espaços visitados, as reações e os momentos de são convívio, apesar dos pingos de chuva que se foram sentindo ao longo do dia.