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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Também nós somos chamados a...

No encerramento do Ano da Fé, dia 24 de novembro de 2013 – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, o Papa Francisco publicou a Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual.

"A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus": assim inicia a Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium" com a qual o Papa Francisco desenvolve o tema do anúncio do Evangelho no mundo de hoje, recolhendo por outro lado a contribuição dos trabalhos do Sínodo que se realizou no Vaticano de 7 a 28 de outubro de 2012, com o tema "A nova evangelização para a transmissão da fé". "Desejo dirigir-me aos fiéis cristãos - escreve o Papa - para os convidar a uma nova etapa de evangelização marcada por esta alegria e indicar direções para o caminho da Igreja nos próximos anos" (1).
O Papa convida a "recuperar a frescura original do Evangelho”, encontrando "novas formas" e "métodos criativos", sem deixarmos enredar Jesus nos nossos "esquemas monótonos" (11). Precisamos de uma "uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão" (25). Requer-se uma "reforma das estruturas" eclesiais para que "todas se tornem mais missionárias" (27). O Pontífice pensa também numa "conversão do papado", para que seja "mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe quis dar e às necessidades atuais da evangelização". A esperança de que as Conferências Episcopais pudessem dar um contributo para que "o sentido de colegialidade" se realizasse “concretamente” – afirma o Papa - "não se realizou plenamente" (32). É necessária uma “saudável descentralização" (16). Nesta renovação não se deve ter medo de rever costumes da Igreja "não diretamente ligados ao núcleo do Evangelho, alguns dos quais profundamente enraizados ao longo da história" (43).
Sinal de acolhimento de Deus é "ter por todo o lado igrejas com as portas abertas" para que os que vivem uma situação de procura não encontrem "a frieza de uma porta fechada". "Nem mesmo as portas dos Sacramentos se deveriam fechar por qualquer motivo". O Papa Francisco reafirma preferir uma Igreja "ferida e suja por ter saído pelas estradas, em vez de uma Igreja... preocupada em ser o centro e que acaba por ficar prisioneira num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se algo nos deve santamente perturbar ... é que muitos dos nossos irmãos vivem "sem a amizade de Jesus” (49).
O Papa aponta as "tentações dos agentes da pastoral": o individualismo, a crise de identidade, o declínio no fervor (78). "A maior ameaça" é "o pragmatismo incolor da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede na faixa normal, quando na realidade a fé se vai desgastando" (83). Exorta a não se deixar levar por um "pessimismo estéril " (84 ) e a sermos sinais de esperança (86) aplicando a "revolução da ternura" (88).
O Papa lança um apelo às comunidades eclesiais para não caírem em invejas e ciúmes: “dentro do povo de Deus e nas diversas comunidades, quantas guerras!" (98). "A quem queremos nós evangelizar com estes comportamentos?" (100). Sublinha a necessidade de fazer crescer a responsabilidade dos leigos, mantidos "à margem nas decisões" por um "excessivo clericalismo" (102). Afirma que "ainda há necessidade de se ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva na Igreja", em particular "nos diferentes lugares onde são tomadas as decisões importantes" (103). "As reivindicações dos direitos legítimos das mulheres ... não se podem sobrevoar superficialmente" (104). Os jovens devem ter "um maior protagonismo" (106). (...)
Abordando o tema da inculturação, o Papa lembra que "o cristianismo não dispõe de um único modelo cultural" e que o rosto da Igreja é "multiforme" (116). "Não podemos esperar que todos os povos ... para expressar a fé cristã, tenham de imitar as modalidades adotadas pelos povos europeus num determinado momento da história" (118). O Papa reitera "a força evangelizadora da piedade popular" (122) e incentiva a pesquisa dos teólogos.
O Papa detém-se depois, "com uma certa meticulosidade, na homilia", porque "são muitas as reclamações em relação a este importante ministério e não podemos fechar os ouvidos" (135). A homilia "deve ser breve e evitar de parecer uma conferência ou uma aula " (138), deve ser capaz de dizer "palavras que façam arder os corações", evitando uma "pregação puramente moralista ou para endoutrinar" (142). Sublinha a importância da preparação." (…) O próprio anúncio do Evangelho deve ter caraterísticas positivas: "proximidade, abertura ao diálogo, paciência, acolhimento cordial que não condena" (165).
Falando dos desafios do mundo contemporâneo, o Papa denuncia o atual sistema económico, que "é injusto pela raiz" (59). "Esta economia mata" porque prevalece a "lei do mais forte". A atual cultura do "descartável" criou "algo de novo": “os excluídos não são ‘explorados’, mas ‘lixo’, 'sobras'" (53). Vivemos uma "nova tirania invisível, por vezes virtual" de um "mercado divinizado", onde reinam a "especulação financeira", "corrupção ramificada", "evasão fiscal egoísta" (56). Denuncia os "ataques à liberdade religiosa" e as "novas situações de perseguição dos cristãos ... Em muitos lugares trata-se pelo contrário de uma difusa indiferença relativista" (61). A família - continua o Papa - "atravessa uma crise cultural profunda.
O Papa reafirma "a íntima conexão entre evangelização e promoção humana" (178) e o direito dos Pastores a "emitir opiniões sobre tudo o que se relaciona com a vida das pessoas" (182). "Ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião à secreta intimidade das pessoas, sem qualquer influência na vida social". "A política, tanto denunciada" - diz ele - "é uma das formas mais preciosas de caridade". "Rezo ao Senhor para que nos dê mais políticos que tenham verdadeiramente a peito ... a vida dos pobres!" Em seguida, um aviso: "qualquer comunidade dentro da Igreja" que se esquecer dos pobres corre "o risco de dissolução" (207).
O Papa convida a cuidar dos mais fracos: "os sem-teto, os dependentes de drogas, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados" e os migrantes, em relação aos quais o Papa exorta os Países "a uma abertura generosa" (210 ). "Entre estes fracos que a Igreja quer cuidar" estão "as crianças em gestação, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana" (213). "Não se deve esperar que a Igreja mude a sua posição sobre esta questão... Não é progressista fingir resolver os problemas eliminando uma vida humana" (214). Neste contexto, um apelo ao respeito de toda a criação: "somos chamados a cuidar da fragilidade das pessoas e do mundo em que vivemos" ( 216).
Quanto ao tema da paz, o Papa afirma que é "necessária uma voz profética" quando se quer implementar uma falsa reconciliação "que mantém calados" os pobres, enquanto alguns "não querem renunciar aos seus privilégios" (218). Para a construção de uma sociedade "em paz, justiça e fraternidade" indica quatro princípios: "trabalhar a longo prazo, sem a obsessão dos resultados imediatos"; "operar para que os opostos atinjam "uma unidade multifacetada que gera nova vida"; "evitar reduzir a política e a fé à retórica; colocar em conjunto globalização e localização.
"A evangelização - prossegue o Papa - também implica um caminho de diálogo", que abre a Igreja para colaborar com todas as realidades políticas, sociais, religiosas e culturais (238). O ecumenismo é "uma via imprescindível da evangelização". Importante o enriquecimento recíproco: "quantas coisas podemos aprender uns dos outros!". Por exemplo, “no diálogo com os irmãos ortodoxos, nós os católicos temos a possibilidade de aprender alguma coisa mais sobre o sentido da colegialidade episcopal e a sua experiência de sinodalidade" (246). "O diálogo e a amizade com os filhos de Israel fazem parte da vida dos discípulos de Jesus" (248). "O diálogo inter-religioso", que deve ser conduzido "com uma identidade clara e alegre", é "condição necessária para a paz no mundo" e não obscurece a evangelização (250-251). "Diante de episódios de fundamentalismo violento", a Exortação Apostólica convida a "evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma adequada interpretação do Alcorão se opõem a toda a violência" (253). Contra a tentativa de privatizar as religiões em alguns contextos, o Papa afirma que "o respeito devido às minorias de agnósticos ou não-crentes não se deve impor de forma arbitrária, que silencie as convicções das maiorias de crentes ou ignore a riqueza das tradições religiosas" (255). Reafirma, assim, a importância do diálogo e da aliança entre crentes e não-crentes (257).
O último capítulo é dedicado aos "evangelizadores com o Espírito", aqueles "que se abrem sem medo à ação do Espírito Santo", que "infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo em contracorrente" (259). Trata-se de "evangelizadores que rezam e trabalham" (262), na certeza de que "a missão é uma paixão por Jesus mas, ao mesmo tempo, uma paixão pelo seu povo" (268): "Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros" (270). "Na nossa relação com o mundo – esclarece o Papa - somos convidados a dar a razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam" (271). "Pode ser missionário - acrescenta ele - apenas quem busca o bem do próximo, quem deseja a felicidade dos outros" (272): "se eu conseguir ajudar pelo menos uma única pessoa a viver melhor, isto já é suficiente para justificar o dom da minha vida" (274).

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Alunos do 1.º Ciclo

Sempre bem dispostos, comunicativos, e com vontade de realizar as tarefas propostas, um pequeno grupo de alunos do 1º B e um do 4º D começam a desenvolver atividades relacionadas com o Natal.






segunda-feira, 11 de novembro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Este nome Professor...

Entre os adultos, os pais diziam que faziam tudo o que podiam para manter a harmonia e a boa convivência na cidade, embora todos soubessem que alguns pais diziam aos filhos coisas como estas: “Se te batem, bate-lhes tu também”... “Não te juntes com fulano e beltrano”...
Outros pais tinham mensagens claras de relações solidárias, próximas e afetuosas, com todos e, entre outras coisas, diziam aos filhos: “Filho, respeita e ama o teu professor. Ama-o porque o teu pai também o ama e respeita; porque ele dedica a sua vida ao bem de tantas crianças, que o vão esquecer; ama-o porque te abre e te ilumina a inteligência e te educa o coração; porque um dia, quando fores homem, e nem ele nem eu estivermos já neste mundo, a sua imagem aparecerá com frequência na tua mente ao lado da minha, e então, há de recordar certas expressões de dor e cansaço do seu rosto de homem de bem, a que agora não dás atenção e que certamente te causarão pena, mesmo passados trinta anos; e envergonhar-te-ás, sentirás tristeza de o não ter estimado muito, de te teres comportado mal com ele.
Ama o teu professor, porque pertence a essa grande família de professores do ensino básico, espalhados por todo o país, que são como que os pais intelectuais de milhões de crianças que crescem contigo; são os trabalhadores mal compreendidos e mal recompensados que preparam para o nosso país uma sociedade melhor do que a atual.
Não ficarei contente com o carinho que sentes por mim, se não sentes também carinho por todos os que te fazem bem. E, entre todos, o teu professor é o primeiro, depois dos teus pais. Ama-o como amarias um irmão meu; ama-o quando é justo e quando te parece que é injusto; ama-o quando está alegre e simpático; e ama-o ainda mais quando o vires triste. Ama-o sempre. E pronuncia sempre com respeito este nome «professor», que, depois do pai, é o mais nobre, o mais doce nome que um homem pode dar a outro homem.”
O teu pai...”

(Edmundo de Amicis: Corazón. Alianza Editorial, Madrid, 1984, pp. 73-74)

domingo, 29 de setembro de 2013

Nesta Semana da Educação Cristã...

Nesta Semana da Educação Cristã, que hoje se inicia, e que tem como tema ‘Guardar a Fé – Guardar o Outro’, pede-se que a mensagem seja transmitida de modo a que seja um ensinamento para a vida, promovendo a atenção aos outros, crentes ou não crentes, concidadãos ou estrangeiros.
Ao longo da semana, não fiques indiferente a quem precisa de um sorriso, uma palavra amiga, uma ajuda nos trabalhos escolares... ao outro que precisa de ti!
Em jeito de reflexão, apresentamos o video do XVI Encontro Interescolas da diocese da Guarda, realizado no ano letivo transato.
O nosso Agrupamento tem sempre marcado presença nestes encontros, com participação ativa.
Aguardamos pelo próximo, dando continuidade à vivência e celebração do encontro com o Outro e com os outros! 
Sê um "guardião" do outro!

sábado, 14 de setembro de 2013

No início de novo ano escolar, uma saudação aos alunos e encarregados de educação

Para vós, alunos e encarregados de educação, expresso o desejo de um novo ano letivo cheio de sucessos, apesar dos constrangimentos inerentes a toda a conjuntura que se vive na família, na escola e na sociedade em geral.
Mas para que o sucesso aconteça, quero, neste início de ano, lembrar-vos que temos que ter bem presentes os objetivos que nos levam a estar na escola e o modo como nos comportamos neste espaço, que também é de convívio, mas acima de tudo de aprendizagem. A disciplina, e não o mau comportamento, é a chave para o sucesso. Todos sabemos que muitos alunos iniciam o ano com bons propósitos, mas depressa esquecem que isso envolve estudo, dedicação e disciplina, esta quase sempre a razão para o fracasso.
Mas se a indisciplina impera e tem as suas consequências nefastas, não é menos certo que, por vezes, o fracasso dos alunos se deve porque existe um grande divórcio entre os pais e os professores. Para um melhor desenvolvimento cognitivo e emocional dos alunos, é necessário que os pais sigam atentamente a evolução académica e comportamental dos filhos; pelo que o diálogo com os educadores é necessário. Os alunos sentir-se-ão mais apoiados se perceberem que os pais estão "com eles", e que estão ali para os ajudar e não para os "controlar".
Estou convosco para vos ajudar a caminhar rumo a este sucesso escolar e pessoal.
Enquanto docente de EMRC e diretora de turma do 6.º C, tenho consciência que nem sempre serei capaz ou terei solução para responder aos vossos anseios e problemas, mas duma coisa tenho a certeza, dedicada e responsavelmente, envidarei esforços nesse sentido, a todos respeitarei na sua maneira de ser, pensar e agir, e tudo farei para apontar caminhos que levem a não desviar daquilo que são os valores que a todos comprometem e dignificam como pessoas, e que são, certamente, a chave do sucesso que alunos e pais desejam.
Não esqueçais que é na proximidade e colaboração que se constroem as relações humanas amistosas, os laços que nos unem a todos e a cada um em particular. Mas para isso existem regras. Se é preciso dar um abraço, dêmo-lo sem reservas; mas se é necessário chamar à atenção, façamos o que deve ser feito. Afinal, tudo tem limites e consequências. Esforcemo-nos para que a consequência seja o bom êxito.
Contai com a minha colaboração!

Desejo um bom ano para toda a comunidade educativa.

Prof. Isabel Almeida