Sigamos este grande exemplo de solidariedade!
A página de EMRC do Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho(Seia) desde 10 de janeiro de 2013
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Este nome Professor...
Entre
os adultos, os pais diziam que faziam tudo o que podiam para manter a harmonia
e a boa convivência na cidade, embora todos soubessem que alguns pais diziam
aos filhos coisas como estas: “Se te batem, bate-lhes tu também”... “Não te
juntes com fulano e beltrano”...
Outros
pais tinham mensagens claras de relações solidárias, próximas e afetuosas, com
todos e, entre outras coisas, diziam aos filhos: “Filho, respeita e ama o teu
professor. Ama-o porque o teu pai também o ama e respeita; porque ele dedica a
sua vida ao bem de tantas crianças, que o vão esquecer; ama-o porque te abre e
te ilumina a inteligência e te educa o coração; porque um dia, quando fores
homem, e nem ele nem eu estivermos já neste mundo, a sua imagem aparecerá com
frequência na tua mente ao lado da minha, e então, há de recordar certas
expressões de dor e cansaço do seu rosto de homem de bem, a que agora não dás
atenção e que certamente te causarão pena, mesmo passados trinta anos; e
envergonhar-te-ás, sentirás tristeza de o não ter estimado muito, de te teres
comportado mal com ele.
Ama
o teu professor, porque pertence a essa grande família de professores do ensino
básico, espalhados por todo o país, que são como que os pais intelectuais de
milhões de crianças que crescem contigo; são os trabalhadores mal compreendidos
e mal recompensados que preparam para o nosso país uma sociedade melhor do que
a atual.
Não
ficarei contente com o carinho que sentes por mim, se não sentes também carinho
por todos os que te fazem bem. E, entre todos, o teu professor é o primeiro,
depois dos teus pais. Ama-o como amarias um irmão meu; ama-o quando é justo e quando
te parece que é injusto; ama-o quando está alegre e simpático; e ama-o ainda
mais quando o vires triste. Ama-o sempre. E pronuncia sempre com respeito este
nome «professor», que, depois do pai, é o mais nobre, o mais doce nome que um
homem pode dar a outro homem.”
O teu pai...”
(Edmundo de
Amicis: Corazón. Alianza Editorial, Madrid, 1984, pp. 73-74)
domingo, 29 de setembro de 2013
Nesta Semana da Educação Cristã...
Nesta Semana da Educação Cristã, que hoje se inicia, e que tem como tema ‘Guardar a Fé – Guardar o Outro’, pede-se que a mensagem seja transmitida de modo a que seja um ensinamento para a vida, promovendo a atenção aos outros, crentes ou não crentes, concidadãos ou estrangeiros.
Ao longo da semana, não fiques indiferente a quem precisa de um sorriso, uma palavra amiga, uma ajuda nos trabalhos escolares... ao outro que precisa de ti!
Em jeito de reflexão, apresentamos o video do XVI Encontro Interescolas da diocese da Guarda, realizado no ano letivo transato.
O nosso Agrupamento tem sempre marcado presença nestes encontros, com participação ativa.
Aguardamos pelo próximo, dando continuidade à vivência e celebração do encontro com o Outro e com os outros!
Sê um "guardião" do outro!
sábado, 14 de setembro de 2013
No início de novo ano escolar, uma saudação aos alunos e encarregados de educação
Para vós, alunos e encarregados de educação, expresso o desejo de um novo ano letivo cheio de sucessos, apesar dos constrangimentos inerentes a toda a conjuntura que se vive na família, na escola e na sociedade em geral.
Mas para que o sucesso aconteça, quero, neste início de ano, lembrar-vos que temos que ter bem presentes os objetivos que nos levam a estar na escola e o modo como nos comportamos neste espaço, que também é de convívio, mas acima de tudo de aprendizagem. A disciplina, e não o mau comportamento, é a chave para o sucesso. Todos sabemos que muitos alunos iniciam o ano com bons propósitos, mas depressa esquecem que isso envolve estudo, dedicação e disciplina, esta quase sempre a razão para o fracasso.
Mas se a indisciplina impera e tem as suas consequências nefastas, não é menos certo que, por vezes, o fracasso dos alunos se deve porque existe um grande divórcio entre os pais e os professores. Para um melhor desenvolvimento cognitivo e emocional dos alunos, é necessário que os pais sigam atentamente a evolução académica e comportamental dos filhos; pelo que o diálogo com os educadores é necessário. Os alunos sentir-se-ão mais apoiados se perceberem que os pais estão "com eles", e que estão ali para os ajudar e não para os "controlar".
Estou convosco para vos ajudar a caminhar rumo a este sucesso escolar e pessoal.
Enquanto docente de EMRC e diretora de turma do 6.º C, tenho consciência que nem sempre serei capaz ou terei solução para responder aos vossos anseios e problemas, mas duma coisa tenho a certeza, dedicada e responsavelmente, envidarei esforços nesse sentido, a todos respeitarei na sua maneira de ser, pensar e agir, e tudo farei para apontar caminhos que levem a não desviar daquilo que são os valores que a todos comprometem e dignificam como pessoas, e que são, certamente, a chave do sucesso que alunos e pais desejam.
Não esqueçais que é na proximidade e colaboração que se constroem as relações humanas amistosas, os laços que nos unem a todos e a cada um em particular. Mas para isso existem regras. Se é preciso dar um abraço, dêmo-lo sem reservas; mas se é necessário chamar à atenção, façamos o que deve ser feito. Afinal, tudo tem limites e consequências. Esforcemo-nos para que a consequência seja o bom êxito.
Contai com a minha colaboração!
Desejo um bom ano para toda a comunidade educativa.
Prof. Isabel Almeida
quinta-feira, 4 de julho de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
EMRC - A Comunidade unida no serviço à Educação
Com a realização dos últimos exames, calendarizados para estes dias, vemos concluído o presente ano lectivo. Isso não significa que estejam terminados na escola todos os trabalhos deste ano. A escola vive nesta hora um momento de avaliação do ano lectivo que termina e um tempo de preparação e programação do novo ano que começa no próximo mês de Setembro. Avaliar com rigor e programar com clarividência são sempre trabalho necessário a exigir acrescido esforço de toda a comunidade educativa.
Este ano, que agora se conclui, fica marcado no âmbito da Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) pela promulgação da nova legislação que vem dar renovada consistência legal ao exercício do ensino desta disciplina curricular.
Este texto legislativo orgânico, estruturado e consistente é fruto de um prolongado trabalho realizado entre a Conferência Episcopal Portuguesa e o Ministério da Educação e Ciência, que mereceu parecer favorável da Comissão Paritária, aprovação em Conselho de Ministros e promulgação do senhor Presidente da República.
O Decreto – Lei n.º 70/2013, de 23 de Maio, reúne e configura toda a legislação anterior, que foi dando forma e abrindo caminho ao direito dos alunos e dos encarregados de educação de escolherem um projecto educativo assente nos valores da educação moral e religiosa católica.
Sendo a disciplina de EMRC, na escola pública estatal, uma disciplina de oferta obrigatória e de frequência facultativa, ela inscreve-se legalmente no quadro do respeito inviolável pelo direito dos alunos de escolherem uma resposta educativa que assegure a sua formação integral.
As estatísticas revelam que a frequência desta disciplina tem sido estável ao longo das últimas décadas. Mudou a cultura de escola e transformaram-se os contextos de vida da sociedade actual, mas não se alterou nem diminuiu o desejo das famílias de encontrarem na disciplina de EMRC um necessário contributo para a educação dos seus filhos.
Tem aumentado significativamente, nos últimos anos, o número de alunos do primeiro ciclo que se matriculam nas aulas de EMRC, em conformidade com a lei. Isto diz-nos que as famílias procuram dar aos seus filhos, desde o início do ensino básico, a possibilidade de frequentar esta disciplina, conscientes dos benefícios que daí lhes advêm.
Há muitos alunos que frequentam EMRC independentemente das suas convicções religiosas e do seu credo de fé. Compreendemos todos que EMRC não é catequese nem somente educação cívica. A EMRC oferece aos alunos e à comunidade escolar um olhar de interdisciplinaridade para a beleza, valor e sentido da vida.
Ser aluno de EMRC significa aprender caminhos firmados na dignidade humana, sentir o fascínio do transcendente e a lucidez diante do tempo presente, saborear a alegria de trabalhar em conjunto, preencher de alma o viver em comunidade, ler a história com a sabedoria da inteligência e abraçar as grandes causas da humanidade com a doçura do coração. Ser aluno de EMRC consiste em moldar a vida pelos valores do evangelho de Jesus e ajuda a descobrir o encanto da fé e a paixão pela missão da Igreja.
Os protagonistas da EMRC são sempre os alunos e as suas famílias. O seu meio natural é a comunidade escolar. O seu horizonte é a plenitude da vida dos alunos sem marcas temporais e sem fronteiras ideológicas. Os seus agentes mais directos são os professores de EMRC e a comunidade educativa no seu todo.
Ninguém na comunidade se deve alhear desta grande causa nem dispensar deste serviço à educação, a começar pelos professores e restantes agentes educativos. O segredo do êxito conseguido em tantas escolas do nosso país pela disciplina de EMRC está precisamente aqui: ela é um acto vivo de toda a comunidade, que conhece as suas crianças, os seus jovens e as suas famílias. Só uma comunidade assim unida neste agir educativo e consciente da grandeza desta responsabilidade comum consegue dar à escola o melhor de si mesma.
E aqui a Igreja tem uma palavra a dizer, um testemunho a dar e uma experiência de muitos séculos a partilhar. O professor de EMRC não está só. A escola não pode ser uma desconhecida ou ignorada da comunidade.
A missão de ensinar e o direito de aprender não devem estar ausentes nem distantes do viver colectivo da comunidade no seu todo.
As aulas de EMRC não se mendigam nem se impõem automaticamente. Merecem-se. A escola tem direito de as exigir da comunidade como verdadeiro e insubstituível compromisso em prol do bem comum e da causa da educação. O ensino nas nossas escolas tem de exprimir o que a comunidade pensa, sente e quer e deve espelhar a própria alma da comunidade no que de mais belo ela possui.
A presente legislação é, também neste contexto, uma oportunidade que a escola deve valorizar, que os alunos e encarregados de educação são chamados a conhecer, que os professores de EMRC têm o dever de implementar com competência e que toda a comunidade deve assumir com verdade.
O quadro legal em que nos movemos cumpre a Constituição da República e regulamenta, naquilo que lhe concerne, a Concordata de 2004,celebrada entre o Estado Português e a Santa Sé. A adaptação a este novo enquadramento legislativo vai exigir muito da escola e da comunidade.
Pertence-nos a todos concretizar caminhos e cumprir objectivos expressos nesta legislação, para que cada vez mais os alunos possam encontrar nas aulas de EMRC as respostas a que têm direito e procurar aí os valores onde se respaldem os horizontes do seu futuro.
Nesta época de matrículas cumpre-nos sensibilizar as famílias, a escola e a comunidade para o bem que a disciplina lhes oferece. Estamos, assim, a construir uma escola melhor e a lançar bases sólidas do futuro de Portugal.
Aveiro, 1 de Julho de 2013
António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé
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