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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

DO CARNAVAL À QUARESMA

12 fev 2018 (Ecclesia)

O dia de carnaval, que se celebra na terça-feira, está ligado ao início do tempo da Quaresma, com as Cinzas, em datas determinadas pela Páscoa.
A maior festa cristã, que evoca a Ressurreição de Jesus, é celebrada no domingo após a primeira lua cheia que se segue ao equinócio da primavera, no hemisfério norte.
Perante práticas pré-cristãs, a Igreja Católica viria a promover alterações que permitissem ligar o período carnavalesco com a Quaresma.
Uma prática penitencial preparatória da Páscoa, com jejum, começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, por meio do jejum e da abstinência.
Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II contestaram fortemente o carnaval, mas no ano 590 a Igreja Católica aprova que se realizem festejos que consistiam em desfiles e espetáculos de caráter cómico.
No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.
Sobre a origem da palavra carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne) ou de “carne levamen” (supressão da carne) remetem para o início do período da Quaresma.
A própria designação de entrudo, ainda muito utilizada, vem do latim ‘introitus’ e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a um novo tempo litúrgico.
Os católicos de todo o mundo começam na quarta-feira a viver o tempo da Quaresma, com a celebração das Cinzas, que são impostas sobre a sua cabeça durante a Missa.
Este é um período de 40 dias, excetuando os domingos, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.
A Quarta-feira de Cinzas é, juntamente com a Sexta-feira Santa, um dos únicos dias de jejum e abstinência obrigatórios – e este ano, nem a coincidência com o ‘Dia dos Namorados’ leva a dispensar este preceito.
O jejum é a forma de penitência que consiste na privação de alimentos; a abstinência, por sua vez, consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre.
A sua concretização na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne, particularmente nas sextas-feiras da Quaresma, mas pode ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, com um caráter penitencial.
Nos primeiros séculos, apenas cumpriam o rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que queriam receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa.
A partir do século XI, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma.
Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do ‘Glória’ e do ‘Aleluia’ na celebração da Missa.
OC

In Ecclesia

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Encontro Interdiocesano de Professores de EMRC

Professores de EMRC das dioceses de Viseu, Guarda, Lamego e Aveiro reuniram-se, em Viseu, no passado sábado, dia 27 de janeiro.

Igreja/Ensino: Os adolescentes «criam o mundo» e «tornam-se uma cultura» – Alfredo Teixeira
Ecclesia Jan 30, 2018

O professor universitário e antropólogo Alfredo Teixeira disse que há necessidade de “se olhar com atenção para a adolescência” que hoje é criadora do mundo, “são agentes, de tal modo que se tornam uma cultura”.
“As ciências humanas, nos últimos anos, mudaram o olhar sobre a adolescência, ou sobre as adolescências. Os adolescentes criam o mundo, são agentes, de tal modo que se tornam uma cultura”, disse em declarações ao sítio Educris, do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC).
À margem do segundo encontro inter-diocesano para docentes de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), o sociólogo explicou que a adolescência não pode ser observada do ponto “meramente clínico” onde foi considerada como “uma etapa confusa e desorganizada” e a precisar de intervenção.
Alfredo Teixeira frisou que as “novas adolescências” devem ser olhadas como cultura e a educação deve considera-las “na sua ação pedagógica”.
“A escola tende hoje a nivelar estas experiências, em particular no secundário, porque pensado na lógica pré-universitária com metas que esvaziam a experiência dos próprios adolescentes”, explicou o professor na Universidade Católica Portuguesa.
Neste contexto, realçou que a frequência da disciplina de EMRC no ensino secundário é uma mais-valia porque é um “lugar onde podem dizer algo sobre si”.
“No secundário a disciplina tem um valor intersticial na própria escola porque se constitui, talvez como a única disciplina onde os adolescentes poderiam tornar a sua própria vida presente na escola”, desenvolveu.
Para Alfredo Teixeira a diminuição de inscrições em EMRC, em determinadas regiões, “é um problema para a sociedade” e não para a Igreja.
“Hoje eles são esmagados com estratégias de que são objeto e a possibilidade da escola ser deles também e das suas próprias experiências serem consideradas está muito limitada”, referiu ao Educris.
O encontro de formação intitulado ‘ação pedagógica no 1º ciclo e no ensino Secundário na disciplina de EMRC’ reuniu cerca de cento e cinquenta docentes de Aveiro, Lamego, Guarda e de Viseu.
O bispo viseense, que acolheu o encontro, salientou a importância do “testemunho” dos professores de EMRC que são portadores de “uma pessoa concreta” que traz a mensagem “da paz e da bonança”.
“Até que ponto é que os jovens que caminham comigo no ensino da EMRC veem que em mim está Jesus. Na palavra que digo, nos exemplos que dou, nos apelos que faço, e no modo como procedo e comunico. Como testemunho em mim Jesus”, refletiu D. Ilídio Leandro.
Os encontros são organizados pelo SNEC e os Secretariados Diocesanos da Disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica e o presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF), destacou a importância do “trabalho em conjunto e a análise de boas práticas e preocupações comuns”.
“Ajuda os professores a verem mais longe o seu lugar na escola e permite uma entreajuda muito importante na análise de situações semelhantes e que requerem um aprofundamento e uma partilha entre pares”, disse D. António Moiteiro, bispo de Aveiro, ao portal Educris.
O bispo da Guarda, que pertence CEECDF, disse aos professores que a sua presença nas escolas “é uma missão”.
“Fidelidade à pessoa, alegria na missão. Nem sempre é fácil conjugar a felicidade com a alegria. Muitos dos que estão à nossa frente entendem que ao darmos orientações travamos a alegria”, sublinhou D. Manuel Felício, no início da formação (inter)diocesana.

In Ecclesia

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Recriar o presépio para o contemplar

Lembrados da destruição causada pelos incêndios na região, alunos de EMRC recriam o Presépio, valorizando os materiais da floresta, em homenagem à criação e ao Criador.


Escola Dr. Guilherme Correia de Carvalho - Seia

















Escola Dr. Reis Leitão - Loriga












quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Movidos pela estrela do Natal

Na Escola Dr. Guilherme Correia de Carvalho os donativos são recolhidos no Pavilhão A.

Na Escola Dr. Reis Leitão a Campanha decorre no átrio de entrada.