Total de visualizações de página

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia Diocesano da Juventude

Aproxima-se o Dia Diocesano da Juventude. É a grande celebração da Fé dos jovens da nossa diocese da Guarda, que ao longo deste ano procuram responder à pergunta: “Igreja: somos pedra ou somos gente?”. Através do convívio e da partilha, vão manifestar a sua fé e testemunhar que são Igreja viva onde Cristo vive e os desafia a mostrar no mundo a alegria do Evangelho.
Desta vez será a cidade de Trancoso a acolher os nossos jovens, no próximo dia 12 de abril, sábado. O Dia Diocesano da Juventude deste ano integrará o VIII Festival Diocesano Jovem da Canção de Mensagem, com o tema “Não te conformes, transforma-te…”, que se realizará no Pavilhão Multiusos de Trancoso.


quinta-feira, 6 de março de 2014

Em tempo de Quaresma

Em tempo da Quaresma, o Papa Francisco oferece-nos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador toma a frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8,9).
Que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
Cruz da Sala do Tesouro - Catedral de Toledo
Estas palavras dizem-nos qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: sendo rico, Se fez pobre por nós. Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2,7; Heb 4,15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano.
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas para nos enriquecer com a sua pobreza. Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10,25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura.
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso. À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança.
Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspetivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se veem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos autossuficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
Que neste tempo de Quaresma, possamos testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa.

Da mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia de São Valentim

Existem várias teorias relativas à origem de São Valentim. Uma delas apresenta o São Valentim como um simples mártir romano que, em meados do séc. III d.C., recusou abdicar da fé cristã que professava. Outra defende que, na mesma altura, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. Um sacerdote da época, de nome Valentim, terá violado este decreto imperial, realizando casamentos em sigilo absoluto. Este segredo foi descoberto e Valentim foi preso, torturado e condenado à morte.
Perante qualquer uma das teorias, São Valentim foi um sacerdote cristão e um mártir que foi morto a 14 de fevereiro de 269 d.C.
Quanto à data, algumas pessoas acreditam que se comemora neste dia por ter sido a data da morte de São Valentim. No entanto, há quem afirme que a Igreja Católica pode ter decidido celebrar a ocasião nesta data como uma forma de cristianizar as celebrações pagãs da Lupercalia, uma vez que na Antiga Roma, fevereiro era o mês oficial do início da primavera e era considerado um tempo de purificação.
O dia 14 de fevereiro era o dia dedicado à deusa Juno que, para além de rainha de todos os deuses, era também, para os romanos, a deusa das mulheres e do casamento. No dia seguinte, 15 de fevereiro, iniciava-se assim a Lupercalia, que celebrava o amor e a juventude. No decorrer desta festa, sorteavam-se os nomes dos apaixonados que teriam de ficar juntos enquanto durasse o festival. Muitas vezes, estes casais apaixonavam-se e casavam. No entanto, e como aconteceu com muitas outras festas pagãs, também a Lupercalia foi um 'alvo a abater' pelo cristianismo primitivo. Numa tentativa de fazer uma transição entre paganismo e cristianismo, os primeiros cristãos substituíram os nomes dos enamorados dos jogos da Lupercalia por nomes de santos e mártires. Assim, conciliavam as festividades com a religião que professavam, aumentando a aceitação por parte dos Romanos. São Valentim não foi exceção e, como tinha sido morto a 14 de fevereiro, nada melhor para fazer uma adaptação da Lupercalia ao cristianismo, tornando-o como o patrono dos enamorados.
Que este dia seja um dia para manifestarmos o nosso afeto, o nosso reconhecimento e gratidão para com quem amamos e nos ama!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ENCONTROS INESPERADOS

Um Encontro com o Senhor do Mundo
Num dia de praia, estava eu a passear pela areia quando, de repente, encontro o Senhor do mundo.
Fiquei muito feliz e sentida, pois nem toda a gente tinha o privilégio de conhecer pessoalmente este Jesus.
Como não podia ficar sem esclarecer algumas coisas, não hesitei e fui rapidamente ter com Ele:
  - Olá, Jesus, como vai?
Ele respondeu: - muito bem, como é habitual.
  - Vou bem, e a menina?
 - Eu também ando bem, e agora ainda melhor, pois acabei de conhecer uma pessoa muito especial para todos nós.
 - Quem é essa pessoa?
 - Que pergunta!... Obviamente que é o Senhor.
 - Eu? Mas porque é que me consideras tão especial?
 - Olhe, posso-lhe fazer uma perguntinha rápida? Como é que consegue cativar tanta gente?
 - O grande segredo é eu não fazer distinção entre as pessoas, pobres e ricos, negros e brancos, se são gordas ou magras. Um outro motivo é nunca mentir, porque se mentires nunca mais ninguém vai acreditar em ti. Sê bondosa para as pessoas e ajuda-as sempre que puderes. Nunca sejas egoísta, pois o egoísmo é uma coisa muito feia. A minha mensagem é sempre de compreensão, e isso é essencial para cativar as pessoas.
 Fiquei durante alguns minutos em silêncio e, por fim, cheguei à conclusão que Jesus é o Homem mais bondoso, e que deveria ser mais amado no mundo.
Bárbara 6.º L

Fiquei a pensar naquilo que Ele me disse
Num dia de sol, eu tinha saído de casa para ir à praia. Ia a passear na rua, quando a certa altura, distraidamente, fui contra alguém
- Desculpe! – disse eu muito atrapalhada.
- Não faz mal  – respondeu-me aquele homem.
- Como te chamas? – perguntou-me Ele em voz suave.
- Eu sou o Jesus de Nazaré, e tu?
- Eu sou a Maria. Prazer em conhecê-lo. Ah! Mas eu nem acredito!
- O prazer é todo meu! Vejo que já ouviste falar de mim.
Fiquei tão contente, que só me lembrei de dizer:
- Venha comigo comer qualquer coisa ali naquele café.
- Está bem, pode ser!
Entrámos no café e comemos um bolo. Enquanto comíamos eu perguntei-lhe:
- Onde vive? É que eu nunca o vi por aqui.
- Eu vivo em parte incerta, mas vim aqui passar umas curtas férias!
- Muito bem! Quer vir comigo à praia apanhar um pouco de sol?
- Pode ser!
Fomos até à praia e estendemos as nossas toalhas. E eu perguntei-lhe:
- Está a gostar desta praia?
- Sim, sim… é muito calma.
- Quer vir nadar comigo?
- Eu não sei nadar muito bem, mas vou contigo – disse-me Jesus.
- Não interessa, vamos na mesma. Se houver algum perigo, eu ajudo.
- Está bem, faço-te companhia.
Fomos nadar e quando regressámos, reparei que eram horas de voltar a casa. Então, eu disse-lhe:
- Tenho de me ir embora.
- Está bem, eu também vou. Mas queria dizer-te que eu acompanho-te para todo o lado. Não esqueço as tuas palavras e o bolo que me ofereceste no café, mas faz isso também com todos os que precisam da tua ajuda.
Despedimo-nos com um forte abraço e fiquei a pensar naquilo que ele me disse.
Maria Caçapo 6.º L

Quando eu estava a precisar
Um dia, quando eu estava a precisar de ajuda para procurar uma pessoa, encontrei Jesus, que se ofereceu para me ajudar.
 Ele perguntou-me como era a pessoa que eu queria encontrar, e eu disse-lhe: é um pouco gordo, usa óculos, tem cabelo curto e encaracolado.
Ele disse logo que ia à procura dessa pessoa. E eu disse-lhe muito obrigado e fiquei a aguardar.
Fiquei algum tempo a pensar que Ele ia conseguir o que eu lhe tinha pedido. De facto, Ele não se esqueceu do meu pedido; passados alguns dias, veio-me dizer que já o tinha encontrado. Então, eu pedi-lhe para o ir buscar e trazer para junto de mim.
Passado mais algum tempo, chegou ao pé de mim e pediu-me para eu fechar os olhos. Depois, Ele pôs essa pessoa atrás de mim e disse-me para eu abrir os olhos. Quando abri os olhos, vi que já não precisava de ir mais à procura dessa pessoa.
Descobri que Jesus é mesmo um homem para os outros. Não esquece o que lhe pedimos.
Inês Catarina 6.º L

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

XXII DIA MUNDIAL DO DOENTE

O Dia Mundial do Doente é anualmente celebrado a 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lurdes. Este ano tem como tema «Fé e caridade: também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16). Dirige-se de modo particular às pessoas doentes e a quantos lhes prestam assistência e cura. A Igreja reconhece nos doentes, uma presença especial de Cristo sofredor. Desta forma somos postos diante do mistério do amor de Deus por nós, que nos infunde esperança e coragem.
O Filho de Deus feito homem não privou a experiência humana da doença e do sofrimento mas, assumindo-os em si, transformou-os e reduziu-os. Reduzidas porque já não têm a última palavra, que é ao contrário a vida nova em plenitude; transformados, porque em união com Cristo, de negativas podem tornar-se positivas. Jesus é o caminho, e com o seu Espírito podemos segui-lo. Como o Pai doou o Filho por amor, e o Filho se doou a si mesmo pelo mesmo amor, também nós podemos amar os outros como Deus nos amou, dando a vida pelos irmãos. A fé no Deus bom torna-se bondade, a fé em Cristo Crucificado torna-se força para amar até ao fim também os inimigos. A prova da fé autêntica em Cristo é o dom de si, o difundir-se do amor ao próximo, sobretudo por quem não o merece, por quantos sofrem, por quem é marginalizado.
Em virtude do Batismo e da Confirmação somos chamados a conformar-nos com Cristo, Bom Samaritano de todos os sofredores. «Nisto conhecemos o amor: no facto de que Ele deu a sua vida por nós; portanto, também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16). Quando nos aproximamos com ternura daqueles que precisam de cura, levamos a esperança e o sorriso de Deus às contradições do mundo.
Neste XXII Dia Mundial do Doente, ajudemos as pessoas doentes a viver o próprio sofrimento em comunhão com Jesus Cristo, e amparemos quantos deles se ocupam.

Lembremo-nos que há valores a cultivar:

1. Colocai sempre o doente acima dos sentimentos, dores e convicções ideológicas, religiosas ou outras.

2. Olhai cada doente como uma pessoa única e nunca como um objeto de compaixão e, se adulto, como uma criancinha. O doente pensa, sente e medita, mesmo que pouco diga.

3. Deixai o doente contar o que quiser e quando quiser, nunca interrompendo-o na sua palavra. Ouvir, escutar e acolher, no silêncio das atitudes e na linguagem dos gestos e na abertura do coração, constituem o melhor serviço a prestar ao doente.

4. Nunca vos pergunteis “o que é que devo dizer”. Não é necessário dizer nada. Basta ouvir. Ir ao encontro do doente como quem vai receber e não como quem vai dar. Dá-se na medida em que se recebe.

5. Não vos precipiteis a dar resposta aos “porquês” dos doentes. Há “porquês” sem respostas claras, quer para o doente quer para quem dele se aproximam. Aceitai interiormente o desconforto desses “porquês” como um caminho, sempre novo, que se abre ao mistério da vida. Ajudai, com sinceridade e humildade, o doente a viver com os seus “porquês” e, deste modo, sabereis viver melhor os vossos próprios “porquês”. Um bom conselheiro abstém-se de dar conselhos. Procura apenas ajudar a pessoa a encontrar-se consigo mesma a fim de ela decidir por si.

6. Nunca pergunteis pela doença. Deixai que o doente revele a sua intimidade, se e quando quiser e entender. A curiosidade é a arma que mais fere a personalidade do doente.

7. Não faleis nunca das vossas doenças ao doente, a não ser que ele vos pergunte alguma coisa nesse sentido, nem das doenças deste a outros. O hospital não é uma praça pública. A visita a um doente é sempre o mistério do encontro entre pessoas no mistério da grandeza e da fragilidade da vida humana.

8. Se sois crente, lembrai-vos sempre que a liberdade mais fundamental é a liberdade religiosa. A relação entre Deus e uma pessoa não pode ser imposta nem controlada nem julgada por ninguém. Se o doente vos interrogar sobre a vossa fé, que a vossa resposta seja sincera, simples, humilde e serena. Quando não sabemos responder, o silêncio ou a aceitação serena da ignorância é o caminho de comunhão gratuita com o doente.

9. Procurai acolher, como tesouro, aquilo que o doente nos ensina sobre a vida, a sociedade e o sentido da existência e agir em consequência.

10. Não considereis nunca a relação com o doente como um poder, privilégio, domínio ou prestígio social, mas sempre como serviço gratuito. A gratuidade é o grande caminho da descoberta da dignidade humana que transforma a nossa maneira de ser, de agir e nos abre aos horizontes do Absoluto.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Apresentação do Menino Jesus no Templo e "La chandeleur"

No âmbito da disciplina de Francês, é costume, no dia 2 de fevereiro, comemorar-se, na escola, “la Chandeleur” para assinalar uma tradição francesa, nomeadamente com a degustação dos saborosos crepes.
Por acaso sabes que este evento acontece passados quarenta dias depois do Natal, data em que tem lugar a festividade da apresentação do Menino Jesus no Templo?!

De acordo com a lei mosaica, as parturientes, após darem à luz, ficavam impuras, devendo inibir-se de visitar o Templo de Jerusalém até quarenta dias após o parto; nessa data, deviam apresentar-se diante do sumo-sacerdote a fim de apresentar o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas) e, assim, purificar-se. Desta forma, São José e a Virgem Maria apresentaram-se diante de Simeão para cumprir o seu dever. Este, depois de lhes ter revelado maravilhas acerca do filho que ali lhe traziam, teria proferido a Profecia: «Agora, Senhor, deixa partir o vosso servo em paz, conforme a Vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a Vossa salvação que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar os gentios e glória de Israel, vosso povo» (Lc 2, 29-33).
O nome “La Chandeleur” deriva do latim candelaria – candeia, e a sua origem remonta à Antiguidade Romana, em que se fazia uma festa em honra do deus Pan, deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores, em que, à noite, os fiéis andavam nas ruas com tochas. A partir do século XIV, esta festa passou a estar associada à festa em honra de Nossa Senhora das Candeias, festividade que ainda hoje se comemora em muitas das nossas aldeias.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Valores sempre atuais

O Natal passou, mas os valores são sempre atuais. A prova disso é a mensagem que este trabalho do Gabriel nos transmite, e que depois de ser explorado numa aula de EMRC, os colegas tão bem descobriram e consideraram ser necessário pô-los em prática no dia a dia de cada um de nós.
Um problema de Natal
Estava o Pai Natal a dormir, às sete da manhã, numa véspera de Natal, quando de repente um duende o veio acordar. O Pai Natal, cheio de sono, calçou os seus chinelos cor-de-rosa, em forma de coelho, e levantou-se, dizendo:
- Porque me vens acordar a estas horas da manhã?
- Temos um problema gravíssimo! - exclamou o duende.
- Um problema gravíssimo é tu vires-me acordar a estas horas! Mas diz lá qual é o problema - resmungou o Pai Natal.
- Os duendes da noite detetaram um pelotão de forças malignas, em direção à casa das crianças e também na nossa direção - explicou o duende.
- Deixa-me dormir para pensar bem no assunto - disse meio a dormir.
- Mas, senhor,…Aaaaaaaaaaaah! - tentou explicar o duende.
Algo o fez cair.
- Nunca pensei que o Pai Natal utilizasse a minha engenhoca contra mim! - pensou o duende.
Assim que o Pai Natal ia começar a dormir, eis que lhe bate alguém à porta. É a Mãe Natal que vem avisar que ele precisa mesmo de enviar os seus homens.
- Pai Natal, o duende que expulsaste há pouco tinha razão - afirmou a Mãe Natal.
- Está bem, manda cem duendes prepararem-se com as suas armas-guloseima - proclamou o Pai Natal.
A Mãe Natal foi comunicar a ordem ao general dos duendes guerreiros. Então o general chegou-se junto de uma duende e disse-lhe:
- Dá-me o microfone.
- Tome, general dos duendes guerreiros - respondeu a duende.
- Comunico a cem duendes guerreiros para se armarem e se apresentarem, daqui a cinco minutos, no centro de duendes guerreiros um - comunicou o general, ao microfone.
Cem duendes guerreiros correram a armarem-se. Enquanto isso, o general dos duendes guerreiros estava um pouco nervoso, por ter de gerir tudo sem o Pai Natal.
Finalmente, todos os duendes guerreiros chegaram ao centro de duendes guerreiros um. Disse então o general:
- Vamos aquecer com os exercícios que vos ensinei.
Enquanto isto, alguns duendes guerreiros perguntavam-se uns aos outros:
- Mas afinal para onde vamos?
O general ao ouvir aquilo respondeu logo:
- Vão lutar contra as forças malignas nos setores quarenta e sete, quarenta e nove….
Depois desta resposta tão esperada, começaram a trabalhar.
Às nove e meia o Pai Natal aproximou-se do general dos duendes guerreiros e disse-lhe:
- Vejo que consegues manter tudo em ordem sem mim! Vou-te conceder a medalha de general dos duendes guerreiros autónomo.
- Obrigado meu senhor Pai Natal. Os meus sinceros agradecimentos! - agradeceu o general.
Perante aquela situação, a Mãe Natal disse:
- Não é hora para andares a distribuir prémios, Pai Natal.
Então o general afirmou:
- Acho que a Mãe Natal tem razão. Vamos dizer aos seus homens que devem partir.
- Sim, mas antes quero-te dar a medalha da boa educação - replicou o Pai Natal.
De novo o general dos duendes guerreiros agradeceu:
- Obrigado, meu senhor Pai Natal, os meus sinceros agradecimentos!
- Então, vamos lá mandar os meus homens - ordenou o Pai Natal.
- Homens, vão para os locais que eu mencionei há pouco, no início do aquecimento - mandou o general.
Os homens rapidamente correram para lutar, mas, ouve cinco duendes que ficaram no mesmo lugar.
- Ah, já me esquecia de vocês que vão no helicóptero, que como todos os outros objetos de guerra são feitos de guloseimas - referiu o Pai Natal.
Os homens rapidamente se introduziram no helicóptero para irem ajudar os outros duendes guerreiros.
- Meu general, acha que vão conseguir derrotar aquele pelotão? - interrogou o Pai Natal.
- Não sei - declarou sem confiança que iam ganhar.
Logo a seguir destas palavras, viu-se no controlador de pelotões malignos uma enorme mancha preta; isto queria dizer que o pelotão estava a aumentar bastante.
- Senhor, olhe para o controlador de pelotões malignos! - exclamou o general.
- Isto não pode estar a acontecer! - ia desmaiando o Pai Natal.
- Mas está, senhor - afirmou o general.
- Ge…eee….nnee…..raaaaa…..l - queixou-se o Pai Natal.
- Vou buscar o microfone. Comunico que quero quatrocentos duendes guerreiros armados nos centros de duendes guerreiros um, dois, três e quatro - comunicou o general.
- General, mande-os aquecer depressa e irem ajudar os amigos - apressou-se o Pai Natal.
- Comunico aos duendes guerreiros que aqueçam depressa e vão ajudar os vossos amigos – comunicou o general.
Os duendes guerreiros foram muito rápidos. Quando chegaram junto dos amigos já se via pelotão maligno. Começaram a lutar com as suas balas, que eram guloseimas. Mas a batalha não correu lá muito bem! O pelotão maligno tinha balas que eram redes, e assim prenderam muitos dos duendes guerreiros. Apesar de as guloseimas também os colarem ao chão, os duendes guerreiros estavam em minoria. Assim, o pelotão maligno passou a maior parte dos duendes guerreiros. Apenas ficou o helicóptero e dez duendes guerreiros. O pelotão maligno fez uma força, que era um chicote preto muito longo. Com ele o pelotão maligno bateu no helicóptero que começou a dar choques e o helicóptero começou a cair. Os duendes guerreiros que lá estavam saltaram e abriram o pára-quedas guloseima. A seguir, o pelotão maligno atacou os dez que cá estavam em baixo e os cinco do helicóptero. Entretanto, o pelotão ia avançando.
- Isto está mau, muito mau, senhor, não está? - perguntou o general ao Pai Natal.
- Aaaaaaaaaaaaah! – berrou o Pai Natal.
- Senhor! – exclamou o general.
- Onde está o Pai Natal? – questionou a Mãe Natal.
- Não sei, Mãe Natal! – explicou o general.
- Dê alerta, confio em si! – confiou a Mãe Natal.
- Obrigado, por confiar em mim! - agradeceu o general! – Alerta! O Pai Natal desapareceu. - gritou andando pelos corredores fora.
Todos começaram a olhar para ele.
- Equipas médicas, vão ajudar os duendes guerreiros - berrou o general. - Equipas de busca tentem saber onde está o Pai Natal - vociferou, já sem paciência.
O Pai Natal, que estava preso por o pelotão que lhe ia dando choques com o chicote preto,  ficou muito amuado e cheio de dores.
O general já estava a declarar:
- Eu só sou chefe das tropas, mas tenho de estar a fazer tudo o que o Pai Natal normalmente faz! - ripostou o general.
Neste momento, estavam a chegar os duendes guerreiros, cansadíssimos e com muitos danos físicos, principalmente os do helicóptero, e outros dez que tinham levado com o chicote. Os médicos trataram logo de curar os duendes guerreiros. O general andava de um lado para o outro sem saber o que fazer para salvar o seu senhor, o Pai Natal. Finalmente, decidiu-se. Pegou no microfone e afirmou:
- Comunico a mil duendes guerreiros que vão para os centros um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove e dez. Comecem a aquecer e a acertar nos alvos. Passado meia hora, o general mandou seiscentos duendes guerreiros lutarem contra o pelotão. Todos começaram a protestar:
- És maluco, só vais fazer mais ferimentos ou até mortes!
- Não, eu já sei onde está o Pai Natal. Ele está preso pelo pelotão maligno – acalmou o general.
- Então que seja assim, vamos salvar o Pai Natal. – disseram todos.
- Com esta firmeza, e sem medo, o pelotão maligno ficara mais fraco. Eu sei que eles são mais, mas com isto vão parecer muito menos. – acrescentou o general.
Os duendes guerreiros obedeceram ao general.
- Afinal, este general sabe muito. – acharam todos.
O Pai Natal continua a levar choques, mas agora muito menos intensos. Ao ver que estava a ficar mais fraco, o pelotão fechou-o numa jaula de chicotes.
Estavam eles a guardar o Pai Natal quando apareceram os duendes guerreiros, que começaram a disparar de surpresa. Alguns do pelotão, logo aí ficaram presos!
O general mandou agora o resto dos duendes guerreiros, vinte deles dentro de quatro helicópteros.
Quando chegaram junto dos seus colegas, o pelotão tinha formado feras enormes, que foram presas pelas guloseimas. Mas quando tudo parecia bem encaminhado, tudo se descontrolou, o pelotão criou mais feras, parecia tudo perdido, quando se ouviu um barulho de avião. Era o próprio general que estava a utilizar um avião que estava a construir para oferecer ao Pai Natal, no seu dia, o dia do Natal. Com uma metralhadora de guloseimas prendeu as últimas feras e ajudou os duendes guerreiros a soltarem aqueles que estavam presos. O pelotão já estava muito pequeno para tantos duendes guerreiros. Então fugiram e disseram:
- Vocês também não vão salvar o Pai Natal, ele está preso nessa jaula que dá choque. – vociferaram.
- Duendes, acho melhor irem-se embora, esta jaula dá choques a quem lhe toca. – desiludiu o Pai Natal.
- Não é indestrutível, toma esta engenhoca para te protegeres das guloseimas – afirmou o general.
- Está bem! – concordou o Pai Natal.
O general deitou a massa líquida das guloseimas em cima da jaula. Assim que secou, o general baixou uma placa de ferro, que quando tocou na jaula não deu choque, pois a massa de guloseima não deixava passar a corrente elétrica. A jaula partiu-se e o Pai Natal saiu diretamente para o seu avião novo.
Quando chegaram, o Pai Natal afirmou ao general:
- Vais ter todas as medalhas, e não é preciso agradecer, pois tu salvaste-me a vida, e também ao Natal.

Gabriel Batista, 5.º C