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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

SEMANA NACIONAL DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2018

NOTA PASTORAL

De 19 a 28 de outubro de 2018 realiza-se a Semana Nacional da Educação Cristã, subordinada ao tema «Ser Feliz é Ser Santo».

1. A felicidade proposta por Jesus
Ser feliz é o que todos nós mais desejamos.
E Deus, que nos criou para sermos felizes, revela-nos que a felicidade se alcança fazendo o que Lhe dá glória e nos dignifica como seres humanos. Nesse sentido chamou também à santidade. “Sede santos, porque Eu sou Santo” (1Ped 1,16).
Jesus, por sua vez, une explicitamente a felicidade à santidade, designadamente nas bem-aventuranças (cf.Mt 5,3-12; Lc 6,20-23). Diz, a esse propósito, o Papa Francisco: «A palavra ‘feliz’ ou ‘bem-aventurado’ torna-se sinónimo de ‘santo’, porque expressa que a pessoa fiel a Deus e que vive a sua Palavra alcança, na doação de si mesma, a verdadeira felicidade» (Gaudete et Exsultate 64).
Trata-se de um caminho que começa pelo reconhecimento da própria pobreza e (n)a consequente entrega a Deus que, deste modo, nos potencia para fazermos, para com os outros, o que só Ele faz em plenitude: ter uma compaixão ou misericórdia, que nasce de um coração puro, nos leva a construir uma paz que radica em justiça. Um caminho que nos conduz àquela felicidade que nem as perseguições destroem. Pelo contrário: é então que a nossa entrega é maior e a felicidade atinge a sua plenitude. Como aconteceu com o próprio Jesus que na morte alcançou a ressurreição. Sim, nas bem-aventuranças Jesus traça-nos o caminho da felicidade que Ele próprio percorreu, enquanto Filho de Deus que por nós deu a vida.

2. Uma felicidade diferente daquela que o mundo nos oferece
Não há dúvida que este caminho proposto por Jesus colide com aquele que o mundo propõe. É neste sentido que o Papa Francisco, na citada exortação Gaudete et Exsultate (Alegrai-vos e Exultai) propõe o modelo cristão de felicidade como alternativa ao da sociedade consumista e egoísta. «Se não cultivarmos uma certa austeridade, se não lutarmos contra esta febre que a sociedade de consumo nos impõe para nos vender coisas, acabamos por nos transformar em pobres insatisfeitos que tudo querem ter e provar» (Gaudete et Exsultate 108).
E nasce assim uma cultura marcada pela “ansiedade nervosa e violenta”, “o negativismo e a tristeza” ou o individualismo destrutivo. Uma cultura que se apodera das novas tecnologias, das redes sociais, que tanto bem podem fazer (informação fidedigna, comunhão entre as pessoas, crescimento e aprimoramento do saber), mas que, por sua vez, comporta muitos riscos.
Daí o alerta do Papa contra o consumismo da “informação superficial”, as “formas de comunicação rápida e virtual” que criam um ‘turbilhão’; e o convite a evitar a participação em “redes de violência verbal através da internet”; bem como o aviso de que “mesmo nos media católicos é possível ultrapassar os limites, tolerando-se a difamação e a calúnia e parecendo excluir qualquer ética e respeito pela fama alheia”.
Não basta, pois, estar conectados; é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro, como um meio para viver a caridade com os outros.

3. Uma felicidade que nos compromete em transformar o mundo
Santidade é, nada mais nada menos, que amar em todas as situações. Só amando somos felizes. «Então, o vosso coração há de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» – diz-nos Jesus (Jo 16, 20.22). E amamos porque primeiro fomos amados. Por isso, ser santo é resposta serena e profunda de quem se sente amado por Deus e, com Ele, entende o sentido da vida.
«A sedução com que nos bombardeiam é tal que, se estivermos demasiado sozinhos, facilmente perdemos o sentido da realidade, a clareza interior, e sucumbimos» (Gaudete et Exsultate 140). Daí a importância de nos abrirmos aos outros. A santificação é um caminho comunitário. Partir de Cristo, da intimidade do seu amor, para agir na sociedade, é santificar-se e santificar o mundo. Por outras palavras: é preciso sair de nós para vermos a felicidade entrar em nós. Era a compaixão de Jesus que o impelia a sair de Si mesmo a fim de anunciar o caminho da felicidade, curando e libertando as pessoas de todo o mal.
É este desafio do Papa Francisco que queremos lançar na Semana Nacional da Educação Cristã de 2018: de modo muito especial, aos pais, avós, professores, catequistas, sacerdotes, diáconos e todos os educadores cristãos. Um convite a serem, no mundo, testemunhas da santidade e da consequente alegria com que se entregam aos educandos que lhes são confiados. Um convite a que também eles sigam pelo mesmo caminho de santidade que os pode fazer felizes, pela entrega da fé a Deus e a oferta da vida aos outros.

Festa de S. Lucas, 18 de outubro de 2018

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

EMRC... Eco na Escola e na Sociedade

Estamos a iniciar mais um ano letivo. A EMRC a todos saúda e deseja um bom e profícuo ano 2018-2019.
Felicito, de modo especial, os alunos e os pais/ encarregados de educação de todos aqueles que souberam dizer não a um tempo de brincadeira, ou ir uma hora mais cedo para casa para frequentar a disciplina de EMRC. Sei que a hora da aula nem sempre é a mais favorável, mas este facto encaremo-lo como um desafio aos que reconhecem e são coerentes com os valores pelos quais pretendem pautar as suas vidas. Afinal, o mundo é feito de interpelações e desafios! Nem tudo é como desejaríamos. Estimados alunos, este tempo, se o souberdes aproveitar, há de servir para vosso crescimento pessoal e para ajudardes a crescer os vossos colegas e os espaços em que vos inseris: escola, família, igreja, sociedade.
Este ano, com a autonomia e flexibilidade curricular, deparamo-nos com novidades com as quais alunos, pais e professores têm de se familiarizar. Neste sentido, a EMRC também irá ao encontro das novidades, continuando a envidar esforços para ajudar a que o Agrupamento, no seu todo, e na individualidade de cada aluno, consiga o almejado sucesso. Mais do que ensinar a saber, pretendemos criar dinâmicas que ensinem cada aluno a ser. No fundo, independentemente da autonomia e flexibilidade curricular, este já tem sido o caminho pelo qual nos temos pautado.
Felizmente, pela Escola passam muitos saberes, a EMRC, pela sua especificidade, ajuda a “ver mais longe”, a ver o ser humano numa dimensão mais abrangente, também numa dimensão de abertura à transcendência. Queremos construir relações humanas assentes em valores que a todos dignifiquem. Para tal, como pessoas e como membros de uma comunidade, urge redescobrirmos os valores que dão sentido à vida de cada um. Constatamos, a cada passo, que a escola e as sociedades pretendem formar os seus membros e dar-lhes “instrumentos” para a execução do seu direito e dever de cidadania, como é sabido, as aprendizagens a efetuar nesta disciplina cimentam a noção de ‘si’, bem como a possibilidade de dar um lugar ao ‘outro’; fomentam não só o conhecimento, mas também os valores que nos ajudam a crescer como pessoas e cidadãos: liberdade, tolerância, compreensão, respeito pelo outro, responsabilidade, solidariedade… Preparam-se os alunos para viverem estas dimensões, independentemente da sua confissão religiosa.
Mais do que impor queremos propor. Num tempo em que tanto se fala de consciência crítica, a EMRC ajuda-nos a despertar consciências, a desenvolver uma consciência crítica e construtiva. Somos confrontados, continuamente, com questões que nos atingem em todas as esferas da vida humana e a da religião é aquela que mais confrontações nos coloca. Somos confrontados com questões que requerem e para as quais é necessário saber dar respostas firmes e conscientes. Também há espaço para refletir e debater estes assuntos. É imprescindível a abertura a outros aspetos da cultura e da religião.
Quer no âmbito da cultura, quer dos valores, atitudes e comportamentos, há, certamente, muito a compartilhar e a aprender uns com os outros. Assim tu estejas disposto a colaborar!
Vamos fazer com que a EMRC… seja ECO na Escola e na Sociedade.

Prof. Isabel Almeida

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Património Religioso do concelho de Seia

Integrado no projeto "Serra da Estrela: um espaço de vivências e saberes", os alunos de EMRC foram desafiados a pesquisar e elaborar trabalhos relativos às tradições e património cultural e religioso.

O video que se segue, alusivo ao património religioso da Lapa dos Dinheiros,  foi elaborado pelo aluno Simão Pedro Mendes, da turma do 6ºC.


terça-feira, 22 de maio de 2018

VISITA À COMUNIDADE JUDAICO-CRISTÃ EM BELMONTE

No dia 18 de maio de 2018, alguns alunos do 6ºano, porque nem todos os alunos inscritos em EMRC foram, embora fosse proporcionada para todos, realizou-se uma Visita de Estudo a Belmonte, dinamizada pela nossa professora Isabel Almeida. Também nos acompanhou o professor Vítor Almeida, nosso professor de Educação Visual.
Saímos da nossa escola por volta das 8:15 h e chegámos a Belmonte eram 9:50 h.
Quando chegámos, já um guia, o senhor Hugo, estava à nossa espera. Iniciámos a visita com o museu do azeite, onde começámos por ter de decifrar uma adivinha relacionada com o azeite e a azeitona. Depois vimos a maquinaria e aprendemos como o azeite era feito há uns anos atrás. Terminámos a visita no lagar a saborear um pouco de pão molhado em azeite. Alguns diziam não gostar, mas quando provaram repetiram, dizendo que era muito bom. Aqui relembrámos todo o simbolismo do azeite, conforme estudámos na unidade letiva "Repartir o Pão". 
De seguida visitámos o Eco-museu do Zêzere, onde nos foi dado a conhecer um pouco da fauna e da flora, começando pelos cursos de água e terminando com toda a espécie de vida que desponta na região. De imediato, fomos ao museu judaico, onde num pequeno auditório nos falaram da perseguição aos judeus e da sua instalação em Belmonte, tendo terminado com uma visita ao espaço museológico: exposição dos símbolos, de livros, documentos históricos e alfaias usadas. Pudemos ver um pequeno forno antigo e o modo como o pão ázimo era feito.
Terminámos a manhã com a visita ao Museu dos Descobrimentos, onde interativamente e com a explicação da guia aprendemos e revemos muitos conteúdos aprendidos. 
Entretanto, chegou a hora do almoço e deslocámo-nos para o parque de merendas, onde degustamos o nosso farnel e até partilhámos uns com os outros.
Arrumadas as mochilas no autocarro, todos fomos até à esplanada de um café para saborearmos o apetecido gelado. 
Às 14:30h visitámos a judiaria e a sinagoga Bet Eliahu. Entrar neste templo dos judeus foi para todos nós uma novidade. Foi-nos explicado todo o historial, os rituais, os diferentes espaços interiores, os símbolos ali existentes e os problemas com que a comunidade se debate. Foram colocadas questões para satisfazer curiosidades quer em relação aos rituais, quer às relações entre cristãos e judeus, nomeadamente de Belmonte.
Terminada a visita na Sinagoga, dirigimo-nos para o Castelo, onde também nos foi dada uma explicação histórica e sobre a utilização dos espaços na atualidade, servindo para eventos e exposições temporárias - as quais visitámos. Por último, conhecemos a famosa igreja de Santiago e o Panteão da família dos Cabrais.
Sem grande cansaço, partimos de Belmonte eram cinco horas, trazendo “na bagagem” novos conhecimentos, inclusive para compreendermos melhor alguns conteúdos que vamos estudar no próximo ano.
Foi uma visita muito interessante.





















terça-feira, 15 de maio de 2018

DIA DA FAMÍLIA

Neste dia dedicado à família, deixamos alguns "flashes" de alunos do 5ºano, expressos aquando da abordagem do tema "Família, comunidade de amor".


Há muitos anos, entendiam por família todas as pessoas que viviam na mesma casa. Mais tarde, passou a ganhar outro sentido, referindo-se a pessoas com o mesmo laço de sangue. Hoje é ainda mais diferente o conceito.
A família deve ser um ambiente onde todos se sintam em segurança, sejam amados e aprendam a amar. É sobretudo dentro da família que se desenvolvem relações de amor. A família é a maior riqueza de cada pessoa, um tesouro de incalculável valor.
É fundamental que numa família haja harmonia entre todos, que exista respeito uns pelos outros.
A missão da família é educar, transmitir amor, carinho, segurança uns aos outros, mas principalmente aos mais novos.
A família é das coisas mais importantes da minha… da nossa vida.

Laura Rodrigues, 5º A


A família transmite-nos segurança, pois sabemos que com a família estamos bem e não temos de nos preocupar, pois ela protege-nos. (Sofia Abrantes, 5º B)

A Família é a coisa mais especial e importante que temos. (Letícia Almeida, 5º A)

É com a família que nos identificamos e nela encontramos as condições próprias para a vida. Nós partilhamos com a nossa família os nossos sucessos e são eles que nos acolhem nos momentos mais difíceis. (Maria João Campos, 5º A)

A família torna-se mais humanizadora quanto mais for capaz de amar. (Sebastião Simões, 5º D)

Todas as pessoas precisam de uma família, pois são pessoas que nos dão carinho, amor, confiança. São eles que nos alimentam, nos dão abrigo e fazem tudo para nos sentirmos bem. (António Barbas, 5º B)

Ser solidário com os outros deve começar em casa, pois é aqui que se aprende a admirar a vida de cada um. (Bernardo Araújo, 5º D)

A família ajuda-nos a ser nós mesmos. (Rodrigo Clara, 5º C)

Na família, quando estamos juntos, sentimos muito calor. (Leonardo Vaz, 5º A)

Sabemos que nem tudo nas famílias é perfeito, mas é possível ultrapassar as divergências, bastando para isso ser capaz de compreender, ser tolerante, saber perdoar. (Maria João Ferreira, 5º D)

É incrível a forma como a família gosta de nós e nos apoia incondicionalmente. (Bruna Oliveira, 5º B)

O valor da família está em tantas das coisas que eles fazem para nós! Mas nós também agradecemos e fazemos muita coisa para eles, porque nos deram a vida e nos ajudam todos os dias. (Ângelo Seabra, 5º A)

É importante a interação entre a família e a escola. (Tatiana Pinheiro, 5º D)

A família e a escola são os principais agentes de socialização da criança. (Ana Maria Costa, 5º C)