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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dia da Família

A Família é o primeiro espaço onde cada indivíduo se insere; é a escola da sociabilização que nos leva à articulação e interação com a comunidade. É um núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que, por norma, partilha o mesmo teto e onde se aprendem os valores humanos; daí a importância da sua atuação nas nossas vidas.
A família não é algo que nos é dado de uma vez por todas, mas nos é dada como uma semente que necessita de cuidados constantes para crescer e se desenvolver harmoniosamente. Devemos, portanto, estar conscientes de que é preciso trabalhá-la e cultivá-la sempre, constantemente, e com muito amor.
A família foi e ficará sempre o fundamento da sociedade. Ela transcende qualquer partido político, sociedade, associação ou qualquer outro género de agrupamento humano: ela é constituída por relações de amor! Na origem de tudo há um amor conjugal que chama a vida a participar desse amor.
Um bom dia, cheio de muito amor, para todas as famílias!
Ana Patrão 6.º A
 

A força da família em tempos de crise
Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa

A família, um bem social
1. Consideramos da maior oportunidade, no atual contexto da sociedade portuguesa, atravessada por uma crise social e económica de particular gravidade, que se traduz para muitos em desalento e falta de perspetivas de futuro, colocar em relevo o bem insubstituível que representa a instituição familiar, «origem e património da humanidade» (Bento XVI).
A família representa um bem público, um bem social. Podemos encará-la na perspetiva do seu relevo privado, como um bem para a realização pessoal, no plano afetivo, espiritual ou outros, de cada um dos seus membros. Mas devemos também encará-la na perspetiva do seu relevo social, do bem que representa para a sociedade no seu todo. Podemos caracterizá-la como a fonte básica do capital humano, social e espiritual de uma sociedade, a que assegura o seu futuro e o seu crescimento harmonioso. A saúde e coesão de uma sociedade dependem, por isso, da saúde e coesão da família.
Só a família concebida a partir do compromisso definitivo entre um homem e uma mulher pode desempenhar esta função social. As alterações legislativas que, entre nós como noutros países, vêm redefinindo o casamento de forma a nele incluir uniões de pessoas do mesmo sexo, esquecem esta verdade fundamental.
A família é a primeira e mais básica das instituições sociais, antes de mais porque assegura a renovação das gerações, sendo a primeira função de qualquer comunidade a de assegurar a sua própria sobrevivência e renovação. E cumpre essa função porque representa o contexto mais adequado e harmonioso para a educação das novas gerações.
A família é o santuário da vida e do amor, lugar da manifestação de «uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura» (Papa Francisco).

Razões da insubstituível importância da família
2. Na família respeita-se a dignidade da pessoa humana, esta é encarada como ser único e irrepetível. Nela não há lugar para o anonimato. Nela a pessoa é acolhida e amada pelo que é, não pelo que faz ou pelo que produz. Por isso, o contexto familiar é aquele em que os mais vulneráveis, incluindo os doentes e portadores de deficiência, não deixam de ser valorizados.
A família é a primeira e mais básica escola de sociabilidade. Nela se aprende a convivência com o outro e o diferente; o homem é diferente da mulher, os irmãos nunca são iguais, e os filhos nunca são o reflexo da imagem dos pais.
Na família a solidariedade não é imposta, é espontânea e calorosa. Ela é o campo privilegiado da gratuidade, do dom desinteressado, onde espontaneamente se dá sem esperar nada em troca e com a maior das alegrias.
Na família a autoridade é exercida como serviço e por amor.
A renovação das gerações no seio da família também permite a mais harmoniosa aliança entre a tradição e a novidade. As gerações mais velhas transmitem às gerações mais novas, como a sua mais preciosa herança, aqueles valores perenes que não estão sujeitos à usura do tempo e não passam com as modas. As gerações mais novas representam a abertura ao novo, ao dinamismo e à criatividade, que tornam vivos esses valores perenes.
Num outro aspeto a família representa o contexto mais adequado e harmonioso para o crescimento e educação das novas gerações. A família nasce da unidade e complementaridade das dimensões masculina e feminina, que cooperam, nessa unidade e complementaridade, para a integridade da educação humana.
O casamento, como união entre um homem e uma mulher, tem representado nas sociedades e culturas mais diversificadas um símbolo dessa riqueza que representa a dualidade sexual, da unidade dessa diversidade. A mensagem bíblica exprime-o com as palavras do Génesis: «Deus os criou homem e mulher … e viu que a sua obra era muita boa…». Esta riqueza da dualidade sexual, da unidade e complementaridade dos dois sexos, está presente na família e, por seu intermédio, deve penetrar em toda a sociedade. Todos os âmbitos da vida social ganham com o contributo simultâneo, diversificado e harmónico das especificidades masculina e feminina, que são complexas, não são rígidas e uniformes, mas são uma insubstituível riqueza.

A família e a crise económica e social
3. A crise económica e social que o nosso país atravessa vem evidenciando, precisamente, a riqueza que representa a família. Tem sido a solidariedade familiar, que se traduz em solidariedade entre gerações, em muitos casos, o primeiro e mais seguro apoio de quem se vê a braços com o desemprego, ou a queda abrupta de rendimentos, com a consequente incapacidade de fazer face a compromissos assumidos que se destinam à satisfação de necessidades familiares essenciais, como a da habitação.
Mas esse apoio não é suficiente. A crise também evidencia que a comunhão e solidariedade que se vivem no seio da família não pode limitar-se ao seu âmbito interno. A família não pode fechar-se sobre si. Esse espírito de comunhão e solidariedade deve partir da família e alargar-se à sociedade inteira. Deve traduzir-se na entreajuda entre várias famílias. As experiências de muitas comunidades cristãs são já disso testemunho, mas não é demais salientar a necessidade de se multiplicarem essas experiências de partilha entre famílias.
Na raiz da crise que atravessamos estão fracassos de um modelo económico assente na maximização do lucro e do consumo. Afirma Bento XVI na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano (n. 5): «O modelo que prevaleceu nas últimas décadas apostava na busca da maximização do lucro e do consumo, numa ótica individualista e egoísta que pretendia avaliar as pessoas apenas pela sua capacidade de dar resposta às exigências da competitividade. Olhando de outra perspetiva, porém, o sucesso verdadeiro e duradouro pode ser obtido com a dádiva de si mesmo, dos seus dotes intelectuais, da própria capacidade de iniciativa, já que o desenvolvimento económico suportável, isto é, autenticamente humano tem necessidade do princípio da gratuidade como expressão de fraternidade e da lógica do dom».
A gratuidade típica das relações familiares deve servir de modelo para este novo paradigma de desenvolvimento económico.

A família e a abertura à vida
4. Talvez o mais eloquente sinal de que a crise da instituição familiar se traduz em malefícios sociais seja o da crise demográfica, que muitos consideram o mais grave dos problemas sociais das sociedades europeias, numa perspetiva do seu futuro mais ou menos próximo. As últimas estatísticas apontam Portugal como um dos países com mais baixa taxa de natalidade em todo o mundo.
A família abre-se, por desígnio natural, à vida.
Poderá parecer irrealista salientar a importância desta abertura à vida no atual contexto social, em que o desemprego e a precariedade laboral atingem de modo particular os jovens. Este facto deve levar-nos a não nos resignarmos com esta situação, como se ela fosse inevitável, como se a economia não devesse estar ao serviço da pessoa humana, e fosse a pessoa humana a dever sujeitar-se às exigências da economia. Salienta Bento XVI na encíclica Caritas in veritate (n. 25), a propósito da instabilidade laboral, que quando «se torna endémica a incerteza sobre as condições de trabalho, resultante dos processos de mobilidade e desregulamentação, geram-se formas de instabilidade psicológica, com dificuldade a construir percursos coerentes na própria vida, incluindo o percurso rumo ao matrimónio».
Mas, por outro lado, a crise que atravessamos também é reflexo da crise demográfica. Numa sociedade em envelhecimento, as despesas públicas serão cada vez maiores em pensões, saúde, etc., e as receitas cada vez menores. Assim, o financiamento do Estado há de ser cada vez mais problemático.
É claro o bem que representa hoje a maior longevidade, o facto de os idosos viverem mais tempo do que noutras épocas. O que é problemático não é isso; não há idosos “a mais”, porque estes são sempre uma riqueza, e nunca um peso. O que é problemático e causa desequilíbrios é que não nasçam crianças.
Afirma ainda Bento XVI na encíclica Caritas in veritate (n. 44): «A abertura moralmente responsável à vida é uma riqueza social e económica. (…) A diminuição dos nascimentos, situando-se por vezes abaixo do chamado “índice de substituição”, põe em crise também os sistemas de assistência social, aumenta os seus custos, contrai a acumulação de poupanças e, consequentemente, os recursos financeiros necessários para os investimentos, reduz a disponibilização de trabalhadores qualificados, restringe a reserva aonde ir buscar os “cérebros” para as necessidades da nação. Além disso, as famílias de pequena e, às vezes, pequeníssima dimensão correm o risco de empobrecer as relações sociais e de não garantir formas eficazes de solidariedade. São situações que apresentam sintomas de escassa confiança no futuro e de cansaço moral. Deste modo, torna-se uma necessidade social, e mesmo económica, continuar a propor às novas gerações a beleza da família e do matrimónio, a correspondência de tais instituições às exigências mais profundas do coração e da dignidade da pessoa. Nesta perspetiva, os Estados são chamados a instaurar políticas que promovam a centralidade e a integridade da família, fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher, célula primeira e vital da sociedade, preocupando-se também com os seus problemas económicos e fiscais, no respeito da sua natureza relacional».
Ajudam a combater a crise da natalidade medidas fiscais, que promovam o emprego juvenil, ou que facilitem a conciliação entre o trabalho e a vida familiar. Mas o contributo decisivo para vencer a crise demográfica situa-se no plano da cultura e da mentalidade. Há que superar o “cansaço moral” e a “falta de confiança no futuro” a que alude a encíclica Caritas in veritate. Saber que a vida é sempre um dom que compensa todos os sacrifícios – só com esta consciência pode ser vencida a crise da natalidade.
Qualquer mensagem de desvalorização da vida humana acarreta consequências negativas a este respeito. Uma delas – sem dúvida a mais grave – é o aborto e sua banalização a que vimos assistindo entre nós com a cobertura da lei vigente. Afirma, ainda, sobre esta questão, a Caritas in veritate (n. 28): «Quando uma sociedade começa a negar e a suprimir a vida, acaba por deixar de encontrar as motivações e energias necessárias para trabalhar ao serviço do verdadeiro bem do homem. Se se perde a sensibilidade pessoal e social ao acolhimento duma nova vida, definham também outras formas de acolhimento úteis à vida social. O acolhimento da vida revigora as energias morais e torna-nos capazes de ajuda recíproca».

A família, um projeto duradouro
5. Para vencer a crise demográfica, como em relação a muitos outros aspetos relativos à sua função social, há que acreditar na família como um projeto duradouro, assente num compromisso de doação total e não na volatilidade dos sentimentos. Só nesse contexto é razoável a decisão de ter filhos. Se a saúde e coesão da sociedade dependem da saúde e coesão da família, esta está estritamente ligada à sua estabilidade.
Vai-se generalizando, porém, a opção por formas de convivência marital precária, que recusam esse compromisso; tal como é cada vez mais frequente o recurso ao divórcio, o que a legislação vigente também não deixa de facilitar em extremo.
Salienta, a este respeito, a exortação apostólica Familiaris consortio (n. 11), de João Paulo II, que «a sexualidade diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana» e se realiza «de maneira verdadeiramente humana, somente se é parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até à morte». A doação física total é verdadeira só na medida em que envolve toda a pessoa, também na sua dimensão temporal, com a comunhão de projetos para o futuro: «se a pessoa se reservasse alguma coisa ou a possibilidade de decidir de modo diferente para o futuro, só por isto já não se doaria totalmente». Esta totalidade corresponde também às exigências de uma fecundidade responsável, a qual supõe o contributo contínuo do pai e da mãe para o crescimento harmonioso dos filhos.
Por isso, ainda segundo essa exortação apostólica (n. 11), «o “lugar” único, que torna possível esta doação segundo a sua verdade total, é o matrimónio». Este «não é uma ingerência indevida da sociedade ou da autoridade, nem a imposição extrínseca de uma forma, mas uma exigência interior do pacto de amor conjugal que publicamente se afirma como único e exclusivo, para que seja vivida assim a plena fidelidade ao desígnio de Deus Criador». Esta fidelidade não mortifica a liberdade da pessoa, «põe-na em segurança em relação ao subjetivismo e relativismo, fá-la participante da Sabedoria Criadora».
A esta luz, não é demais lembrar a responsabilidade que representa a preparação, mais remota e mais próxima, para o casamento. Uma preparação que envolve as famílias, as instâncias educativas e a Igreja.
Importa, ainda, salientar como, também neste aspeto, deve evitar-se que cada família se veja sozinha a enfrentar dificuldades que possam conduzir à rutura. A experiência de um casal que soube superar as suas dificuldades de relacionamento pode servir de ajuda para outros que se confrontam com essas dificuldades. Experiências de entreajuda entre famílias neste campo também devem multiplicar-se no âmbito das comunidades cristãs.
E se é verdade que a Igreja nunca deixará de proclamar a indissolubilidade do casamento, antes de mais perante quem se prepara para o contrair, tal não pode significar insensibilidade ou indiferença perante o sofrimento de quem experimentou um fracasso matrimonial, independente de qualquer juízo de culpa, que até pode nem existir. A Igreja acolhe e acompanha com solicitude essas pessoas.
Olhamos com simpatia e apreço os movimentos e instituições que se preocupam e dedicam à família, encarnando o amor de Deus e manifestando-lhe o rosto amável da Igreja.

A sociedade à imagem da família
6. Muitas vezes a família é encarada como um refúgio que protege de um ambiente hostil da sociedade que nos rodeia, um oásis de harmonia no meio do deserto, um espaço de humanização no meio de um mundo desumanizado. E é assim de facto. Mas também podemos encarar a família de outra perspetiva: como a fonte e o fermento de onde parte a renovação da sociedade. É assim através dos filhos, que se devem proteger das más influências da sociedade, mas que também a esta podem dar muito do que recebem na família.
Os valores que se vivem na família – a pessoa amada e acolhida como ser único e irrepetível, o amor gratuito, a solidariedade espontânea, a autoridade como serviço, o valor do doente e do idoso, a aliança da tradição e da inovação, a unidade e complementaridade das dimensões masculina e feminina, a fidelidade e o compromisso – devem estender-se, por seu intermédio, a toda a sociedade: às empresas, aos serviços públicos, às escolas e hospitais, às comunidades eclesiais, às associações. A família é o modelo, o dever ser de qualquer convivência humana.
Num contexto de crise económica e social, que para muitos se traduz em desalento e falta de perspetivas de futuro, é esta a mensagem que queremos transmitir, como antídoto a esse desalento e como ajuda à superação dessa crise: que a família seja reconhecida e apoiada na missão social que só ela pode desempenhar.
Fátima, 11 de abril de 2013

domingo, 21 de abril de 2013

MARATONA BÍBLICA

Integrada nas atividades das VI Jornadas do Conhecimento, em Seia, na semana de 22 a 27 de abril decorre esta maratona bíblica.

Pesquisa na Bíblia. Depois, assinala com um x a resposta certa, indicando o número da questão e a alínea que escolheres, e envia para emrcseia@gmail.com

Os três primeiros participantes que obtiverem um maior número de respostas certas receberão um livro temático.

CAÇA AO TESOURO NA BÍBLIA


1 – Mt 4, 18-21: Qual era a profissão de Pedro e André?
a) Eram comerciantes
b) Eram pescadores
c) Eram industriais

2 – Onde é que Pedro e André exerciam a sua profissão?
a) No mar da Galileia
b) No Mar Morto
c) Em Sicar

3 – Lc 5, 2: Quando Jesus estava junto do mar da Galileia, estando uma multidão a escutar, o que é que Ele viu?
a) Uma barca
b) Três barcas
c) Duas barcas

4 – Mt 13, 47: A quem é que Jesus comparou o reino dos Céus?
a) A uma rede lançada ao mar que apanha toda a espécie de peixes
b) A uma boia que flutua
c) A um pescador que vai pescando um peixe de cada vez

5 – Mt 4, 18-21: Junto do mar da Galileia, que faziam Pedro e André?
a) Pensavam no modo de apanhar muito peixe
b) Começaram a pescar à linha
c) Lançavam as redes ao mar

6 – Mt 8, 23-24: Que aconteceu num dia em que Jesus estava a dormir numa barca?
a) Levantou-se uma violenta tempestade
b) O vento conduziu a barca para a praia
c) A barca ficou à deriva

7 – Jo 6, 16-17: Após Jesus ter multiplicado os pães, os discípulos subiram a um barco. Para onde se dirigiam?
a) Para Nazaré
b) Para Cafarnaum
c) Para Gadara

8 – At 27, 14-15: Que aconteceu ao barco onde viajava S. Paulo a caminho de Roma?
a) Encalhou
b) Foi arrastado pelo vento e ficou à deriva
c) Afundou-se

9 – O barco é símbolo de:
a) Proteção
b) Calmaria
c) Violência

quarta-feira, 10 de abril de 2013

XVI Encontro Interescolas

Decorreu ontem, por entre alegria e são convívio, apesar da chuva que teimou em cair durante a manhã, mais um dos encontros de alunos de EMRC da diocese da Guarda.
Como sempre, o nosso Agrupamento fez-se representar com 33 alunos das duas escolas que o compõem e a professora acompanhante, Maria de Jesus Lourenço, para além da professora Isabel Almeida, que coordenou de forma a que tudo corresse bem e pudéssemos usufruir dos benefícios destes encontros.
Desde a celebração inicial na Sé, orientada pelo padre Ângelo, em nome do bispo D. Manuel Felício, em que apresentámos como símbolo o delicioso Bolo Negro de Loriga acompanhado de uma mensagem (Este bolo, típico da nossa região, simboliza a doçura que queremos dar à nossa vida e oferecer ao mundo, para que nela se revele o rosto de Deus, e outros acreditem) à parte de animação cultural, todos mereceram os parabéns pela forma como se comportaram e participaram ativamente.
A Carla Martins do 9.º C, que tão receosa estava por nos fazer representar no sarau cultural com uma ópera ao vivo, foi uma grande revelação e motivo de muitos aplausos por todos os que se encontravam no auditório.
Em momentos de descontração, revelaram-se, por parte dos mais novos, outros talentos, não só artísticos como humanos. Quem sabe se não temos descoberta a nossa proposta de participação no próximo Encontro!
São estes momentos e gestos que animam e entusiasmam a prosseguir e a enfrentar os desafios de uma sociedade onde determinados valores estão cada vez mais longe de ser uma realidade, independentemente das convicções religiosas de cada um. Temos que ser contagiantes dos valores que nos fazem sentir bem, não só a nós pessoalmente, mas também a todos os que nos rodeiam!




  
  











segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ressuscitou... Caminha connosco

“No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu a pedra retirada do sepulcro. Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o predileto de Jesus, e disse-lhes: «Levaram o Senhor do túmulo e não sabemos onde O puseram».

Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao túmulo. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Inclinou-se para observar e reparou que as ligaduras estavam no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos” (Jo 20, 1-9).

“Será que realmente temos provas de que Jesus ressuscitou? Ou isto tudo é uma invenção da Igreja para enganar e fidelizar os seus fiéis?”, questionou D. Jorge Ortiga na sé bracarense, durante a homilia da missa da manhã de Domingo de Páscoa.
O prelado começou por lembrar a existência de “uma lei romana que impedia a violação e profanação dos sepulcros, sob pena de condenação à morte dos infratores”, motivo que afasta “a hipótese de o corpo ter sido roubado pelos apóstolos, como andavam a afirmar os judeus”.
“Um segundo argumento diz respeito às Escrituras, isto é: a ressurreição não é uma invenção criada pelos apóstolos, mas um facto que está de acordo com as Escrituras, como sendo o cumprimento das profecias do Antigo Testamento e das próprias Palavras de Jesus”, acrescentou.
Os relatos de historiadores distanciados do Judaísmo, as referências na Bíblia às “várias aparições de Jesus” após a sua morte e a “ação dos apóstolos”, que “nunca teriam arriscado a vida ao saírem a anunciar pelo mundo a ressurreição de Jesus, caso não tivessem essa certeza”, foram razões também adiantadas pelo arcebispo.
“Por tudo isto, exclui-se a possibilidade de a ressurreição ser um mito bíblico ou uma invenção da Igreja, porque ela foi na verdade um facto real, fruto de uma leitura crente destes argumentos históricos”, vincou.
Para o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana “a fé não é uma teoria que se pode fazer própria ou colocar-se de lado, mas uma coisa muito concreta” que decide o “estilo de vida”.
“A diferença cristã, como consequência ética da ressurreição de Cristo”, evidencia-se na “capacidade de perdoar” e no “gesto que desencadeia a alegria”, bem como “naqueles passos que se desviam do caminho do egoísmo”, na “oração que recorda os que sofrem” e na “qualidade que potencia o amor”.

                                                                          In Agência Ecclesia